quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SUSIPE CONFIRMA A CONSTRUÇÃO DE PRESÍDIO EM SALVATERRA.

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=974878639206659&set=o.158736160920559&type=1&theater&notif_t=photo_comment

Nas últimas semanas fomos todos surpreendidos com a divulgação de um contrato celebrado pela Prefeitura de Salvaterra e pela SUSIPE (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará) onde um terreno de mais de 18 mil m² foram doados para SUSIPE, localizado na Vila Cadeirão, medindo 200 m² de frente e 90 m² de fundo, o contrato já foi assinado ano passado, e até bem pouco tempo ninguém sabia da existência dele, mas ainda não tínhamos uma confirmação da construção do presídio em Salvaterra, até agora.

Com as movimentações do Movimento Acorda Marajó, resolvi fazer um teste e entrei no perfil da SUSIPE no Facebook, para minha surpresa obtive resposta, vale ressaltar que o perfil da SUSIPE tem um link na home Page da SUSIPE, e a resposta que obtive foi a seguinte: “A Prefeitura de Salvaterra fez a cessão (doação) de um terreno para a Susipe onde será construído um novo presídio no município. A doação foi feita sem qualquer ônus. Sua dúvida foi esclarecida?”

Minha dúvida foi esclarecida, mas ainda temos outras, a primeira qual é o tipo de presídio? De segurança máxima, se é albergado, enfim, o que será construindo, pela área cedida, não cabe um presídio de segurança mínima, pois pela legislação o de segurança mínima deve ter pelo menos 1000 apenados, quando o de segurança mínima 200!

Logo o que deve ser construído é um de segurança máxima, ou seja, os mais perigosos marginais serão nossos vizinhos, e os riscos de fuga, de rebelião de tudo que pode afetar nossos lares, sem contar no impacto ambiental que significa uma construção dessas no Caldeirão, que tem outra particular, o Caldeirão é uma área quilombola, será que não tem regras claras para a utilização da área pública.

Cabe outro questionamento, uma construção desse porte não deveria ter audiências públicas para se discutir com a comunidade? Não deveria ter passado pela Câmara de Vereadores a doação do terreno? O que mais não foi realizado?

A população do Marajó deve estar atenta e o Movimento Acorda Marajó deve mobilizar os setores sociais para debater de forma séria, temos que tirar uma posição em relação a construção desse presídio, do meu ponto de vista sou contrário, mas esse é o debate!



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

BOLSONARO: A insurgência da direita golpista.


Após, 24 anos de golpe militar que implantou uma ditadura militar no país, o Brasil foi reconduzido para uma democracia, contudo, deve-se compreender que essa recondução teve um preço a ser pago, as relações sociais que no final do regime militar forçaram a Anistia geral e irrestrita para todos, colocava novamente o Brasil como uma potência democrática, mas a pergunta agora é a que preço?

Se formos avaliar a Anistia da forma como ela foi aprovada colocávamos militares que praticaram tortura, violência e estupros como cidadão dignos e honrados, do mesmo modo, colocavam os que lutavam contra o regime, com ou sem guerrilha como cidadãos repactuados com sua nação. Mas qual foi o crime de quem discordou do sistema?

De quem lutou contra a ditadura militar, ousou a pensar em uma sociedade mais justa, que foi torturado, banido e morto, dezenas foram simplesmente caçados por pensar diferente o que de fato a Anistia significou para os movimentos de contestação a truculência e a barbárie impostas pelo militares, sob orientação da CIA e da EUA.

Redemocratizamos o país, mas o comando americano permaneceu ainda por anos, sendo apenas derrotado em 2012, quem não se recorda do consenso de Washington, das crises mundial, da luta pelo salário mínimo de 100 dólares, da luta pela reforma agrária, do combate a seca, e de tantas lutas que ainda hoje nos causam constrangimentos.

Somos a sétima ou sexta economia do mundo, dependendo dos critérios utilizados para essa medição, mas mesmo assim ainda temos um fosso social enorme, muito já foi feito, mas há ainda muito que fazer! Mas vire e mexe somos assombrados por fantasmas do passado recente.

Com a Anistia se perdoaram criminosos e torturadores, com a Anistia milhares de brasileiros puderam voltar para casa, mas ao misturar na sociedade antigos defensores da ditadura, que ganharam muito com os 24 anos sem investigação, com a imprensa sendo censurada e com o poder totalitário dos generais, com uma sociedade que esperava e confiava na democracia, fez com que esses senhores, enquanto eles não fossem privados de seus privilégios ficaram escondidos e viviam suas vidas se escondendo nas sombras.

Mas por que agora eles se ousam a falar em volta a ditadura, em estuprar mulheres abertamente, em derrubar a democracia? Por uma simples motivo, a Comissão da Verdade descobriu tudo, mas infelizmente não acredito que esse relatoria traga tudo a tona, se não a primeira medida séria de uma país sério, seria revogar a Anistia e processar, julgar e condenar os torturadores, bandidos e estupradores, com base na legislação atual, e eles sabem disso, fazem a disputa política em função de estarem correndo risco, a Globo, as empreiteiras, os braços econômicos da ditadura agora são alvo do Ministério Público, da Polícia Federal e da própria sociedade.

Bolsonaro é apenas um dos portas vozes desse movimento de truculências, não quero aqui chocar ninguém, mas é legitimo que eles defendam o que quiseres, assim como é legítimos nós comunistas falar abertamente que temos que construir um partido bolchevique, de quadros profissionais e que buscam uma revolução armada para implementar a ditadura do proletariado.

Estamos em uma guerra, temos que nos organizarmos como um exercito, que deve marchar e recrutar novos militantes para se contrapor ao ódio social, que possa lutar pela verdadeira justiça, pela igualdade e fraternidade, só conseguida em uma Sociedade Socialista, lutamos contra os nazistas e fascistas, representado por Bolsonaro, mas lutamos também contra as estruturas do sistema capitalista, do sistema bancário, e contra a propriedade privada dos meios de produção, eles apenas são os cães que ladrem e mordem do capitalismo, e nossa luta deve ser maior.

Mas não podemos deixar Bolsonaro sem punição, declarar publicamente que é um estuprador deve ser sim motivo de ganharmos as ruas, se hoje ele declara isso e nada acontecer, ele irá fazer o ato em si, e nada acontecerá e assim por diante, temos que dar um basta nessa idiossincrasia social, vamos a luta!!!!!!!!!!!!!


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Tome cuidado, você poderá ser a próxima vítima!

Na noite de 09 de dezembro de 2014 eu perdi uma excelente oportunidade para ficar em casa, mas como sempre a fome falou mais alto e fui a padaria comprar poucos pães para saciar minha indolente fantasia de ficar magro, mas o que quero discutir aqui não é minhas medidas, mas sim o que ocorreu no retorno da deliciosa padaria que fica na Padre Eutíquio, quase esquina com a 09 de Janeiro, como ia dizendo, no retorno caminho calmamente sem pensar em nada, um caminhar tranqüilo pelo início de noite na Condor, tenho muitas histórias boas da Condor, mas essa não é o caso.




Contudo, retornando ao assunto fui assaltado, sim um assalto a mão armada, para aqueles que não entendem a diferente de um furto e de um assalto é exatamente essa, o furto é uma modalidade de roubo mas as escondidas, já o assalto é um roubo com violência.

Dois homens armados com uma pistola calibre 45, fui abordado na rua, a menos de 50 metros de minha casa, sabe foi uma situação tão inesperada que mal tive reação, apenas entregar meu celular e o troco do pão, só reagir quando os assaltantes ficaram decepcionado com a marca e o modelo do celular e o trocados em meu bolso, foi nesse momento me vestir de homem e falei que eles ainda estava com sorte, e saíram zombando de minha triste história.

Bem tem dois comentários que quero fazer, o primeiro é que eu perdi uma das minhas melhores histórias, que contava a todos, que nunca tinha sido assaltado em toda a minha vida, que e apenas teve uma frustrada e hilária situação, o ano era de 1990, todos estavam em uma reunião da UMES Belém, na saída da reunião alguém comentou que haveria uma festa na Cremação e que todos estavam convidados, enfim, fomos e lá pela tantas depois de uns copos, de muito conversar e de dançar um pouco, eu o Marcos (Trabalha na UFPA e era da Força Socialista) fomos deixa duas jovens na casa delas que ficava perto da festa, mas na metade o caminho elas aconselharam que deveríamos voltar para a festa.

Seguimos o conselho depois de uma rápida despedida seguimos nosso caminho de volta, nem tínhamos dado alguns passos e de repende, sei lá de onde ele saiu, um sujeito com uma faca a mão, e nos interrompeu de nossa caminhada orgulhosos de nossas conquistas, dizendo para entregar tudo, eu tinha uns parcos recursos, que cabiam em poucas moedas em minhas mão, nem parei o caminhar, apenas seguir jogando em suas mãos toda a minha fortuna, quando dei por mim, vi que o Marcos conversava com o facínora e que relutava em dar-lhe a carteira, preocupado com o seu bem estar, retornei e tentei convencê-lo em entregar a carteira e seguirmos rumo a festa.

Sua relutância ficou mais objetiva, fui mesmo acusado de ajudar o bandido em seu perverso intento de surrupiar seus poucos valores embutidos em sua carteira, e nesse jogo e percebendo a impaciência do meliante, sugerir de forma ríspida ao Marcos que entregasse a carteira ou ele se responsabilizaria, pois eu iria embora, argumentos reforçados pelo bandido que empunhava uma faca Tramontina nova, e que era necessário estabelecer um fim de imediato a situação que nos encontrávamos.

Foi nessa hora que passou alguém correndo ao nosso lado, e alguns segundos depois mais dois ou três perseguiam o primeiro quando o último dos três sacou de uma 38 e atirou a esmo, nesse momento todos tiveram a mesma reação de pular uma pequena cerca que estava do nosso lado e ficamos vendo os disparos em todas as direções e estávamos lá eu, o Marcos e o bandido com a faca, com os rostos colados ao chão, e lá permanecemos por infindáveis segundos, quando acalmou a onda de disparos, o meliante devolveu minhas moedas e nos aconselhou a irmos para a casa onde a festa tinha parado, pois nas palavras dele “ainda haveria muita onda”, seguimos seu conselho e fomos para a festa.

A segunda coisa que quero comentar é sobre a sensação de insegurança que eu tenho agora, e a quem eu devo apelar, a Deus? Desculpe, mas não acredito que ele se preocupe comigo, mas empatamos nem eu me preocupo com ele, mas o fato é que o Governador pulha Jatene foi reeleito prometendo mais segurança, mas o que vimos foi apenas a perseguição aos grevistas da PM no estado, a chacina de negros pobres da periferia e o aumento significativo de furtos e roubos, a pergunta que faço Governador é quando vais levantar a bunda dessa cadeira e trabalhar?

O Pará está cansando de tanta violência e nossas autoridades ficam cercadas de seguranças, com seus carros blindados e câmeras de vigilâncias, mas e a maioria da população vai ficar a mercê de grupos de extermínios e de gangues de ruas? Só para lembra em nossa Constituição a Segurança Pública é papel dos Estados! Se temos problemas de segurança cabe ao Governo do Estado, se não quer assumir suas responsabilidades seu pulha pede pra sair!!!!!!!

Enfim, perdi uma boa história e ganhei o medo de andar nas ruas da minha cidade!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Livro Desejado!

Hoje eu queria te ler igual ao livro desejado,
Queria que tuas páginas te revelassem como cortinas de um espetáculo.
Dormiria cansado sobre tuas folhas, vitorioso e satisfeito,
sonhando ao acordar a teu lado para começar tudo outra vez!




Amanheceria folheando suas páginas como mechas de seus cabelos,
Te colocaria no colo ao final de cada página para poderes sentir meu calor
E a cada página vencida, brindaríamos uma nova conquista!
Explicito em tudo que revela, o livro se deleitaria em coito incessante.

E ao fim a cumplicidade entre leitor e leitura se transformaria em gozo,

mas como o fim nada mais revelaria, sofreríamos a perda da descoberta.
Ficando apenas com a lembrança da aventura vitoriosa, da paixão descoberta.
E inundaríamos o mundo com nossas revelações, para enfim compartilhar novos amores.