quarta-feira, 19 de abril de 2017

Denúncias de Fraudes e Suspensão das Eleições do PED-PT/Belém

Apuração Imediata das Denúncias de Fraudes e Suspensão das Eleições do PED-PT/Belém. 

O Fórum da Militância do PT no Pará vem a público cobrar as necessárias apurações das denúncias que foram encaminhadas ao diretório estadual, sobre as irregularidades e fraudes ocorridas durante o PED 2017, etapa inicial do 6º Congresso Nacional, realizada no dia 09 de abril, data em que deveria ser de um novo recomeço e de demostração de um comportamento político exemplar, da parte de todos que estão filiados e filiadas ao PT, servindo assim de exemplo para a sociedade brasileira, sobretudo para nossas bases e movimentos sociais, que confiam em nossas propostas para mudar para melhor o Brasil. 

Consideramos graves e inaceitáveis, para ficarem impunes, as denúncias que foram fundamentadas em uma representação encaminhada ao Diretório Estadual do PT, na qual ficamos sabendo de que: 

1 – As mesas apuradoras negaram-se a apurar centenas de votos, depositados em 14 das 41 urnas 34 por cento do processo eleitoral, devido a constatação de graves irregularidades, devolvendo as referidas urnas para a Comissão Organizadora do PED em Belém. E logo depois a comissão, por iniciativa própria totalizou essas urnas, sem o menor critério ou justificativa, infringindo o regulamento do 6º Congresso do Partido;

2 – A existência de contratação de pessoas estranhas ao Partido, que aturaram na panfletagem e campanha eleitoral de “boca de urna”, o que fere a democracia interna, consolidando uma prática monetarista de ação política, tão usual entre os partidos que o PT tanto critica e combate; 

3 – Distribuição de tickets de gasolina - com o nome de uma candidata que concorreu ao pleito - distribuídos pela executiva do PT Belém, restando saber se a referida candidata financiou a realização do PED ou o PT financiou a candidata, o que em si já é uma falta grave de conduta, conforme as diretrizes do Estatuto do Partido e do Regimento Eleitoral deste Congresso; 

4 – A falta de observação aos critérios regimentais na apuração de 14 urnas que chegaram às mesas apuradoras, sem as mínimas condições de legalidade, entre as quais, pelo menos duas tiveram mais votos que assinantes permitidos em margem de erro, ou seja, motivos de serem impugnadas e não foram; 

5 – A existência de denúncias de que ocorreram a compra de votos, o aliciamento de eleitores, inclusive com constrangimento e o uso indiscriminado de veículos no transporte de eleitores, quebrando a igualdade de condições entre as chapas e candidatos que fizeram parte da disputa. 

Por isso, o Fórum da Militância exige: 

A apuração imediata de todas as denúncias, por uma comissão petista de inquérito, formada de forma equânime entre membros indicados pelas chapas que disputaram esse PED 2017; 

Que o resultado do PED seja colocado sub judice, até o término das investigações pela comissão petista de inquérito; 

Que caso as denúncias de irregularidade sejam comprovadas, o PED 2017 seja anulado em Belém;

Que a Executiva Municipal seja dissolvida e seja montada uma comissão provisória, que fique responsável de convocar no prazo de 15 dias, uma nova eleição municipal, e que os responsáveis pelas irregularidades comprovadas, tenham seus nomes suspensos deste novo PED, evitando assim sua participação nesta nova eleição e seus atos sejam encaminhados para a Comissão de Ética Partidária.

Concluímos de que não podemos mais permitir que o Estatuto do Partido, bem como o Regimento Eleitoral do 6º Congresso Nacional do PT, sejam ignorados pela direção municipal e estadual do partido, bem como pelo conjunto de filiados que participam das disputas internas em nosso partido. 

Diante de tantas atrocidades cometidas contra o PT e nossas gestões, os processos eleitorais de nossa democracia interna deveriam ser exemplos de transparência, ética e igualdade de condições, ao invés do que vimos acontecendo novamente neste Congresso, não só aqui em nossa capital do estado, como diversos outros municípios brasileiros. 

Alertamos que não descasaremos enquanto não houver uma justa apuração e conclusão destas denúncias e seus envolvidos punidos de acordo com o que nossos documentos internos determinam. 

A unidade partidária só poderá existir se o estatuto, as resoluções e os regimentos partidários forem respeitados! 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Quem mexeu no meu Queijo, ops, no meu PT!



Todas as mudanças em geral trazer em si uma enorme resistência a ela, não cabe aqui discutir, o livro que Mexeu no meu queijo é um exemplo de como os hábitos, os costumes e o eterno fazer, trazem consequências ao longo do tempo, a partir do exemplo dos dois homens Hem e Haw e dois ratos Sniff e Scurry, moram em um labirinto, e comem queijo, o queijo aqui é a representação do ideal de cada um, e em determinado momento é a procura existencial de todos, em certo dia eles acostumados a comer em uma montanha de queijo, que para eles não teria fim, mas um belo dia, a montanha tinha simplesmente desaparecido, e vem então a grande pergunta, quem mexeu no meu queijo? 

O PT aqui no Pará está nesse momento, já elegemos mais de 25 prefeitos, e algumas eleições mais de 09 deputados estaduais, 03 deputados federais e já temos a uma vaga no Senado já em alguns momentos, e já tivemos um mandato no Governo do Estado. Mas hoje, com um diminuto tamanho no Estado, na quantidade de prefeituras, de vereadores, de deputados e ainda sim, se pergunta que mexeu no meu queijo?

O PT no Pará tem a possibilidade de se reconstruir e para isso deve PEDIR DESCULPAS, sim pedir desculpas a povo paraense por ter caído no conto da sereia (acredito que o Senador Jader esteja mais para tubarão), e que o surto progressivo do PMDB em apoiar o PT, na verdade foi um recuo dos nossos sonhos e desejos de uma sociedade mais justa, humana e igualitária, e o campo majoritário do PT tem essa culpa sim! 

Devemos romper com esses setores autocráticos e coronelista no Pará, buscar aliança com a esquerda paraense e com os movimentos sociais organizados, só com esse dois elementos o PT no Pará pode pensar em ter unidade, e assim preparar um palanque sem golpista para Lula 2018!

De repente o PT se acostumou e se viciou em uma relação nada sadia com o aparato do estado, seja no parlamento ou no executivo, e com isso traçou toda sua estratégia para que as eleições tornassem seu único caminho, uma única via, uma única estratégia, mas isso já deu, estamos cansados de repetir isso, ao abandonar a luta estratégica nos movimentos sociais, como elementos de conquista de políticas públicas, ele abandonou na miséria seu próprio povo, pois no Pará, um estado atrasado e ainda cartorial, onde os coronéis ainda manda prender e soltar, e ainda matam a seu bel prazer, fazer alianças com essa corja foi e é o maior motivo da derrota do PT no estado do PT!

Sair da zona de conforto, procurar seu queijo em outros locais do labirinto é o desafio do PT no Pará hoje, assim como Haw que não ficou parado, cometendo o mesmo erro como Hew, que saiu no labirinto, procurando em camnhos ainda não trilhados, tentando, errando e acertando finalmente, enquanto Hew ficou no mesmo local, onde morreu com fome, sozinho e infeliz.

Para o PT no Pará começar a se reencontrar precisa superar o medo de mudar, precisa sair de sua zona de conforto, não precisamos de atalho para o poder no Estado, precisamos reconstruir nosso caráter coletivo, olhar de frente os erros do passado que nos levaram a essa sinuca de bico e assim, pensar em um futuro onde possamos nos encontrar a todos, nos movimentos sociais e esse apego desesperado pelo poder, possa ser sanado com a luta social e com a mobilização de nosso povo, construindo consciência e plantando a semente da mudança para uma sociedade mais justa e igualitária!

Ah, na historia os ratinhos chegaram ao novo queijo primeiro, mas eles apenas usaram seus instintos de sobrevivência, se o PT e seus parlamentares usarem seus instintos de sobrevivência eles jamais manterão o acordo do canalha do Jader!



Marcelo da Silva Bastos

Membro do Diretório Estadual do PT Pará, Ativista Social, Blogueiro.