terça-feira, 2 de julho de 2019

Tragédia: três mortos em evento de Rock Roll!



terça-feira, 18 de junho de 2019

Todo apoio ao Facada Fest!






Gosto de Rock Roll, sempre gostei, o início dos anos 80 gostar de Rock era uma clara tendência de contraponto na Cultura de Massa, que sobrevivia a Ditadura Militar, como as novelas da Globo e seu famigerado Jornal Nacional. Falar de Rock Roll é falar de cultura de resistência sempre, mas naquela época tinha uma MPB que respirava democracia e ia as ruas, gosto de Rock, mas a luta política me embebia de outras formas de músicas de protestos, “Que País é esse?” virou um hino de uma geração que tomava Coca Cola sem muito alarde, sem muito pânico, apenas sobrevivia as tardes quentes e as chuvas longas, querendo descobrir seu caminho.

Gosto de Rock Roll, por que ele em sua natureza é sofrimento, é sangue e é luta política!

O Rock Roll tem muitas ramificações, tendências e correntes, assim com a própria sociedade que o pariu, mas ele também tem aqueles corajosos roqueiros que moram na perifa e lutam todos os dias para se manter vivo no cenário do Rock, no Pará esse cenário ainda é bem pior, pior é que é mesmo! Logo nosso apoio vem sempre com a organização de eventos, que podem até parecer pequenos, as bandas locais sempre vão pelo compromisso de tocar, de dizer suas canções de protesto e acima de tudo, por que querem compartilhar seus cantos e seus sons para que todos possam lutar por dias melhores!

O Rock Roll é contestação, não tem medo de ser politicamente correto, ele que apenas transgredir, agitar e transformar!

Nunca tivesses espaços dedicado ao Rock, tivemos nossas porradas, diferenças e divergências, nada que uma boa briga não resolva, sim somos assim, quando não conseguimos nos entender, vamos bater cabeça com cabeça, rostos com punhos, barrigas e coturnos, seja como for o Rock Roll é dor, sofrimento e esperança, e ainda é assim, algumas bandas novas não entende ainda a necessidade de se questionar o sistema, de mandar tomar no cú ou se fuder, sem que isso seja ruim, apenas o é, e assim o Rock segue na estrada, nos becos e nas ruas e praças.

Eder Mauro vai tomar no cu sim!

Isso nem de longe é um xingamento Rock Roll (imagina os roqueiros cantando evidências e sendo filmado) mas esse FDP, merece mesmo é se fuder, são anos de luta para colocar qualquer evento na rua, olha que com o Rock Time, já ajudei a produzir muitos eventos, e todos eles no final acabamos por tirar dinheiro do bolso, não fazemos eventos para ganhar dinheiro, nunca fizemos e nunca ganhamos nada, só a felicidade de bater cabeça, fumar um e beber para caralho!

Sim gostamos de Rock, mas somos de onda, lutamos desde os primórdios do Rock para ganhar espaço, leitura e critica, e não será essa merda de cabelo de cuia, que vai dizer onde e quando vamos nos reunir e tocar o velho e bom Rock Roll!

O Facada Fest vai rolar e estaremos todos lá em busca do sagrado Rock Roll, e que venha quem vier, vamos curtir a noite toda, e terá, rock, botinada e  motins políticos, afinal o Rock é a nossa maior ferramenta de luta e de protesto!

Marcelo Bastos

domingo, 16 de junho de 2019

Três gerações de Comunistas!


Boa Noite..

O Blog Dilacerado recebeu um pedido do camarada Newton Pereira, companheiro de longa data, dos anos iniciais da luta comunista e do Editor do Blog, Marcelo Bastos, com um pedido desse, nos comunistas paraenses nos orgulhamos de publicar no Dilacerado, obrigado Newton e seja bem a luta Maria Helena!

Maria Helena!

O 15 de junho não foi por acaso para ser o dia da chegada da Maria Helena em nosso meio. Esse dia poucos sabem, mas em Belém, é o dia do operário da construção civil, e durante a década de 70, o operário Zezé e seus companheiros e camaradas, conquistaram esse direito junto a Delegacia do Trabalho em plena ditadura militar.

Maria Helena vem nascer entre os dias 13 e 16, números simbólicos da esquerda brasileira, logo, neta de socialista, irá aprender que respeito é um princípio ético, e não um simples gesto simbólico de continência.

Também irá aprender que privilégios não pode ser de poucos, pois quem produz a riqueza dela deve usufruir, e como é a classe trabalhadora que a produz, a ela deve ser estendida. Maria Helena chega para fazer a diferença e aumentar as fileiras de quem acredita que um mundo melhor é possível para além do capital.

Professores Rafael da Silva Queiroz (Pai) e  Luiz Miguel (Avô)  

quarta-feira, 22 de maio de 2019

15M o despertar da força?



O 15M foi um dia especial, não somente pela quantidade de pessoas nas ruas em todo país, mas, sobretudo, por trazer a todos um sentimento que as batalhas ainda podem ser vencidas, o mesmo sentimento do movimento do “Ele Não”, e as questões subjetivas ainda, de certa forma, são as que devemos nos ater, cuidar e crescer. Digo isso, não com a “alma lavada”, mas com a esperança de quem ainda acredita. E mesmo na mais tenebrosa realidade, se arrisca a sonhar!

Contudo, politicamente, os avanços obtidos ainda são apenas reações mecânicas e automáticas aos ataques que os explorados sofrem todos os dias após o impedimento da Dilma, é preciso afirmar ainda que foi golpe, um sinistro atentando a jovem democracia burguesa que tanto a esquerda defende como um valor universal e não um conflito de classes, só por essa simples comparação já deveria deixar atento qualquer incauto, mas isso não ocorre.

Essa combinação de esperança e ideologia reversa são a realidade que os comunista se deparam e com ela que devemos trabalhar, obviamente que os caminhos que os comunistas devem seguir não é algo fácil de explicar ou muito menos de se entender, a realidade desde a queda do Muro de Berlim e da restauração capitalista no Leste Europeu ainda não é compreendida como um processo retrógado na história humana, apesar da realidade nos mostrar isso de forma pulsante e destruidora, as guerras, a fome em larga escala e a super exploração são apenas sintomas de uma grave doença que o Capitalismo vive, e que a esquerda no mundo todo tenta desesperadamente curar, nós comunistas, queremos ver essa doença avançar e levar a morte do sistema.

Por isso o 15M deve ser visto com preocupação e orgulho, preocupados com a possibilidade dessas direções traidoras, lembrando o conceito trotskista ou no nosso caso conceitualmente falando da esquerda ursinhos carinhosos, pois a medida que conseguimos realizar grandes mobilizações ainda sim, os setores fascistas conseguem avançar com seus planos, reafirmando a violência com método e atacando ferozmente os poucos e escassos direitos que os explorados ainda mantém.

Esse processo de avanço do fascismo no Brasil ainda nem sequer começou, estamos ainda no processo de transição da democracia burguesa para o totalitarismo, a retirada dos direitos é apenas o pretexto para se radicalizar a posição dos facínoras, logo as mobilizações como as do dia 15M são motivos de agressões, como deliberadamente Bolsonaro disparou, chamando de “idiotas uteis”, enquanto toda esquerda assimila isso como uma palavra de ordem dita por um imbecil, os comunistas devem aprender que essas atitudes demonstram não somente a insanidade de um homem, mas a própria esquizofrenia sistêmica do Capitalismo se manifestando, pois não acreditamos em atos individuais, mas sim na complexa lógica do sistema e de suas infindáveis formas de exploração.

Esse processo de orgulho e do despertar da força das mobilizações não é um fato isolado, isso ocorre no mundo todo, com maior ou menor intensidade, dependendo das estratégias que o julgo do capital utiliza, e aqui não é diferente, a medida que as massas ganham as ruas, suas esperanças se elevam, contudo temos um desafio maior, superar as barreiras construídas pela esquerda ursinhos carinhosos, pois eles querem canalizar essa manifestações para o campo eleitoral, desgastar o governo central e o parlamento, para então no próximo processo eleitoral arrancar uma vitória ainda incerta.

Os atos de ontem não tiveram como tema central a liberdade de Lula, isso por si, é uma contradição inglória da esquerda ursinhos carinhosos, esse processo de luta política engendrada sem a luta pela liberdade imediata de Lula reduzindo a luta a um processo simplesmente econômico e não político, o que nos leva a um beco sem saída, se por um lado a luta sendo canalizada para o processo eleitoral sem o seu maior trunfo! Lula trancafiado era e ainda é a melhor esperança desses setores, por outro, não colocar na pauta a liberdade de lula, pois muitos setores que ontem foram as ruas, apesar de acreditarem que a prisão de Lula é ilegal, não veem com bons olhos a mescla da luta econômica com a luta política, esses setores médios, concentradas ainda na defesa de privilégios das classes medianas, em processo de proletarização constante, nos remetem a um enorme obstáculo para superar o avanço dos setores fascistas na sociedade.



Sim, mas foi um dia de festa, a luta é apenas secundária, ontem todos, inclusive os comunistas foram as ruas para celebrar que ainda podemos ter esperança, mas se não alinharmos nossas esperanças com ações concretas de organização de poder dual, nossas marchas serão apenas passeios públicos, não adiantar discutir sobre a questão de como quebrar nossas correntes, e sim como podemos dar um passo na organização política necessária para isso, logo temos dois movimentos agora, um é a rearticulação de um campo progressista, que supere o julgo eleitoral e o segundo é o da propaganda comunista, essas duas tarefas se estabelecem em torno da vanguarda que surge nesse momento, essa ação deve ser rápida para não contaminar ainda mais essa nova vanguarda, com as falsas promessas de reformar o sistema.

Ainda sim, o 15M foi um bom momento para respirar, temos que continuar apostando nas mobilizações de massa, nesse momento temos que fazer a propaganda comunista e ainda preparar as massas para se rebelarem contra suas direções, essa espontaneidade é imprescindível para superação da direção da esquerda ursinhos carinhosos, e ir além, e nesse momento de maduração, deve-se plantar a semente do partido bolchevique. A história mostra como isso funciona, tivemos diversos exemplos ao olhar atento da história, nossa missão ainda não acabou, nossas esperanças não estão em dias como o de ontem, ela reside na mais valia, nas contradições antagônicas do capital com o trabalho, reside na nossa capacidade de perceber o futuro como uma alternativa humana viável.

Que venham outros 15M e que os comunistas possam plantar rebeldia e conspirações!

Cametá, 16 de maio de 2019

Marcelo Bastos