sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O AGENDA-SETTING

Com a utilização dos conceitos da hipótese de agenda-setting, este texto busca mostrar como a mídia tem sido responsável pelo fluxo de informações em nossa sociedade, podendo influenciar sobremaneira a formação da opinião pública, seja favorável ou desfavorável, em relação à pessoas, grupos e organizações.Com relação à mídia na sociedade moderna, pode-se evidenciar alguns fatos:
  • a mídia representa um fluxo constante de notícias;
  • um grande número de pessoas depende dos meios de comunicação para a obtenção de informações gerais;
  • a indústria da notícia tem mais interesse em alguns acontecimentos em detrimento de outros, ou seja, existe uma seleção de informações feita pelos meios;
  • e, principalmente, existe um fluxo de informações seletivas e, muitas vezes distorcidas, entre a mídia e o público, induzindo quem as recebe sobre "o que" pensar.

Até chegarem à Teoria da Agenda, os estudiosos da mídia e sua audiência não tinham presente que a repetida exposição da comunicação em massa podia influenciar as pessoas em sua ações ou suas crenças.Tampouco sabiam como estudar o fenômeno de que a imprensa impõe que tópicos sejam agendados, e que despertem interesse entre as pessoas.

O primeiro extenso e organizado estudo sobre a hipótese de agendamento da mídia foi desenvolvido por Maxwell McCombs e Donald Shaw, realizado na campanha presidencial de 1968 dos Estados Unidos (Hubert Humphrey versus Richard Nixon)Na análise dos resultados, ficou evidenciada a função de agendamento da mídia. Os meios não haviam indicado o quê os eleitores deveriam pensar sobre os tópicos, mas sim em quais tópicos deveriam pensar e quais os que tiveram maior ênfase por parte dos candidatos. Conforme a ordem de importância dos tópicos, os eleitores os adotaram como sendo sua própria ordem de preferência.Apesar das limitações metodológicas deste estudo, pode ser detectada base suficiente para a hipótese de que foi encontrado algum tipo de efeito de agenda.

Em 1977, foi editado um livro, baseado em estudos experimentais, que buscou formular dados sistemáticos e extensos sobre a hipótese do agendamento. Nesse estudo, publicado por Shaw, McCombs e sua equipe de estudiosos, os objetivos principais foram:

  • definir o conceito de agenda-setting;
  • averiguar o papel da comunicação interpessoal no processo;
  • acompanhar a seqüência no tempo como variável principal;
  • levantar as características principais dos eleitores - tipos de pessoas e influências;
  • determinar qual a importância do agendamento no processo político americano.

Inúmeras análises e constatações desses estudos possibilitaram um maior entendimento do processo da hipótese da agenda-setting. Os argumentos básicos da teoria assentam seus pilares sobre o princípio de que:

a) o receptor não é passivo como se costumava supor. Ainda que de maneira geral a iniciativa do processo de comunicação parta do emissor, a comunicação é bidimensional, assimétrica;

b) a comunicação se efetua individualmente, apesar do processo ser coletivo e social;

c) o emissor, ao formular uma mensagem, é conduzido por um objetivo;

Conforme a Teoria do Agendamento, a mídia força a atenção das pessoas sobre certas questões, ou seja, sugere "no que" elas devem pensar.

Mauro Wolf, em seu livro Teorias da Comunicação, ressalta que a hipótese não defende que a mídia pretenda persuadir, mas sim que ela apresenta aos leitores, ouvintes ou telespectadores uma lista de temas sobre os quais devam ter opinião e discutir. A mídia, de acordo com a hipótese, não diz o quê as pessoas devem pensar, mas sim, sobre o quê.

A hipótese de agenda-setting realça a diversidade existente entre a quantidade de informações, conhecimentos e interpretações da realidade social, apreendidos através da mídia, e as experiências em "primeira mão", pessoal e diretamente vividas pelos indivíduos. Como explica Grossi, apud Wolf (p.129), nas sociedades industriais de capitalismo desenvolvido, em virtude da diferenciação e da complexidade sociais e, também, em virtude do papel central dos mass media, foi aumentando a existência de fatias e de "pacotes" de realidade que os indivíduos não vivem diretamente nem definem interativamente a nível de vida quotidiana, mas que "vivem" exclusivamente, em função ou através da mediação simbólica dos meios de comunicação de massa.

A hipótese de agenda-setting considera que, em uma sociedade complexa de características urbanas, o fato chega sempre mediado (em segunda mão) e o público tem dependência da mídia para ter contato com a informação. Não é uma hipótese de conteúdo (como se pensa), é de abrangência (sobre o que se pensa) pela repetição direta ou indireta. Trabalha com o problema da cognição e não do sentimento. O que interessa são atitudes e comportamentos gerados pelo agendamento. E, neste caso, tanto a mídia como o público são vistos como agentes ativos (têm autonomia e iniciativa).

A Teoria da Agenda apresenta três fenômenos: acumulação, consonância e continuidade.

a) Acumulação: através da variação do enfoque conferido à matéria ou ao tema, a mídia sustenta a capacidade de manter em relevância determinados tópicos. Aqui se observa o chamado "efeito de enciclopédia", que significa um agrupamento de informações ao longo do tempo;

b) Consonância: a mesma informação passa por diferentes mídias que, embora distintas na sua estrutura, são semelhantes entre si e, pela maneira como se relacionam, promovem resultados junto ao público. A mídia impressa dá relevo à contextualização e, no caso de agenda, assume maior importância que a mídia eletrônica. De um modo geral, as pessoas não têm acesso a todas as informações; assim, a agenda do público é construída a partir de um número e outros tantos recortes sobre o tema ou temas paralelos, que vão articulando os assuntos entre si. A coincidência perceptível entre a agenda da mídia e a do receptor consiste no fato sobre o que pensar, com o que se preocupar e a respeito de como pensar. Essas coincidências, além de apresentarem consonância, contam ainda com a onipresença e a acumulação. Assim, pode-se dizer que a inclusão de preocupações é o objetivo da mídia, muito mais que de conteúdo.

c) Onipresença ou continuidade no fluxo informacional: assegurada pela relevância caracterizada pelo fato novo, pela variabilidade. De acordo com a Teoria da Agenda, o tema tem necessariamente de ser rico, com muitos temas subjacentes, podendo então extravasar os campos naturais da notícia.

Conforme SHAW (1979) os mass media fornecem algo mais que um certo número de notícias. Fornecem igualmente as categorias em que os destinatários podem, sem dificuldades e de uma forma simplificada, colocar estas notícias.Sobre os destinatários, a hipótese se configura segundo dois níveis:

a) Ordem do dia (temas, assuntos e problemas na agenda dos mass media);

b) Hierarquia de importância e de prioridades desses elementos na ordem do dia.Com relação ao poder de agenda dos vários meios, a hipótese salienta algumas diferenças. Os diversos mass media têm capacidade diferenciada no estabelecimento da ordem do dia dos assuntos publicamente importantes.

Existe um poder de influência diverso entre a imprensa e a TV. Em função da televisão trabalhar com informações e cenas breves, rápidas e fragmentárias num período de tempo limitado, ela parece ser um meio menos influente do que a informação escrita, que fornece aos leitores uma indicação de influência sólida e clara, podendo assinalar a diferente importância dos temas apresentados.

A redução do consenso evidenciado pela mídia tem relação com as diferenças básicas entre jornais, televisão e revistas de notícias: Jornais - têm tiragens diárias, muito espaço e possibilidade de trabalhar a memória do fato;Televisão - diária, com espaço restrito; sua função principal é referenciar e contextualizar fatos imediatos;Rádio - permite a simultaneidade da informação;Revistas - semanais, quinzenais ou mensais; se, por um lado, perdem em atualidade, por outro lado, ganham muito em detalhamento e, com isso, revelam o fato, enriquecendo-o.

Conforme McCOMBS (1976), o caráter fundamental da agenda parece, freqüentemente, ser estruturado pelos jornais, ao passo que a televisão reordena ou ressistematiza os temas principais da agenda.Entre as várias categorias existentes na hipótese, pode-se destacar três tipos de agenda do público:

a) A agenda intrapessoal - importância pessoal atribuída a uma questão pelo próprio receptor;

b) A agenda interpessoal - temas que são falados ou discutidos com outras pessoas;

c) A percepção - que um sujeito tem do estado de opinião pública, ou o que ele pensa da importância que outros atribuem ao assunto.

O processo de construção da agenda se compõe por algumas fases:

1) Focalização: relevo que a mídia dá a um acontecimento, um tema, uma personalidade, etc., passando assim para o primeiro plano;

2) Framing: enquadramento, imposição de um quadro interpretativo aos temas intensivamente cobertos;

3) Ligação: associação do tema com outros fatos, tornando-os parte de um panorama social e político reconhecido;

4) Peso: atuação de porta-vozes na busca de atenção da mídia em torno do assunto.

A formulação da realidade política está cada vez mais condicionada pela conduta, postura, atitudes e tendências dos editores, repórteres e apresentadores dos veículos de comunicação. Através destes profissionais, os eleitores são levados a relacionar fatos e informações, a assumir determinadas posições frente a diversos assuntos.

A informação encontrada na mídia é, muitas vezes, a única forma de contato do eleitor com a política. A decisão de voto encontra-se, assim, em meio ao espetáculo da notícia.A grande maioria das pessoas adquire a informação política sem grande esforço, muito embora o seu perfil sócio-econômico e cultural seja bem diversificado.

O processo de agendamento parte do princípio de que a mídia primeiro aponta, esclarecendo fatos, episódios e eventos, conferindo-lhes tratamentos diferenciados de cobertura para atrair atenção. O passo seguinte é editorar o objeto enfocado, demonstrando e caracterizando o problema. A mídia, nesse momento, pode flexibilizar os aspectos mais sérios das questões.

A seguir, ela trata de unir o objeto do enfoque a outros significados, contextualizando-o de acordo com seus propósitos, e identificando-o ao meio político em que ocorre. A mídia, ao se servir da dramatização, cria espaços para os "atores políticos", os bons retóricos, os que se destacam num cenário repleto de figurantes. Aqueles mais habilidosos, mais preparados e desprovidos de receios perante declarações ou aparições públicas, ampliam, sem dúvida, os efeitos no comando da mídia.

Bibliografia

BELTRÃO, Luiz. Jornalismo interpretativo: filosofia e técnica. 2. ed., Porto Alegre : Sulina, 1980.
BELTRÃO, Luiz. Processo da Comunicação. In.: SILVA, Roberto P. de Queiroz (Coord.). Temas Básicos em Comunicação. Revista da INTERCOM, São Paulo : Paulinas, 1983.
DÍAZ BORDENAVE, Juan E. Além dos Meios e Mensagens: Introdução à Comunicação como processo, tecnologia, sistema e ciência. 3. ed., Rio de Janeiro : Vozes, 1983.
LOPES, Boarnerges. O que é Assessoria de Imprensa. São Paulo: Brasiliense, 1994.
RIBEIRO, Carlos Reinaldo Mendes. A Empresa Imortal. Petrópolis : Vozes, 1995.
RUBIM, Antonio Albino Canelas (org.) Idade Mídia. Salvador, Edufba, 1995, p.147-163.
RUDIGER, Francisco Ricardo. Tendências do Jornalismo. 2. ed. Porto Alegre : Universidade/UFRGS, 1998.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Comentário Publicado no sítio do Jornal Pessoal por Marcelo Bastos

Comentário Publicado no sítio do Jornal Pessoal por Marcelo Bastos em setembro 4, 2008 @ 20:27 , em referência ao artigo Valeria: uma novidade na política pra valer?

Será mesmo que aparece algo de novo na política do Pará? Desculpe, não é de bom tom começar com uma pergunta, mas não consigo resistir. É de conhecimento público que os nossos políticos de uma hora para outra se definem juntos ou separados apenas por questões conjunturais, não levando a sério nenhuma questão de princípios filosóficos ou sociológicos. A ideologia predominante é a do dinheiro. A cobiça de nossos “políticos” sucumbe a mesmice pirotécnica da retórica fácil e populista. A candidata Valéria pode até apresentar um perfil com um novo verniz, mas em seu conteúdo não passa e nem passará de mais um engodo. Desafio a quem tiver coragem de me mostrar um exemplo nesses últimos 30 anos! Alguns poderão falar do PT e da atual governadora, seria mais fácil para mim deixar de comentar sobre isso, mas nós militantes do PT devíamos ter a hombridade de não repetir os mesmo erros, observe a lógica, depois de anos infindáveis de má utilização do erário público estadual (dependendo de quem analisa isso, ou tu achas que o Grupo Liberal tem a mesma opinião!) temos a chance de cometer outros erros, jamais, disse jamais poderíamos repetir os mesmo erros, e observando melhor para nós serão erros, para eles que ficaram anos foi mesmo a ação certa e planejada para beneficiar alguns poucos. O próprio tratamento que a atual gestão estadual vem dando aos movimentos sociais, a insatisfação de uma considerável parcela da própria militância de base do PT em relação a espaços no governo, que até hoje não foi sequer discutida. Enfim, se o erro for inevitável que sejamos diferentes!Mas retornando a questão de “carne nova no pedaço”, a candidata Valeria é mais uma marionete dos acertos dos grupos econômicos que querem se perpetuar no poder no Estado, e certamente, não passará de mais uma promessa não cumprida e logo cairá no esquecimento, sendo apenas mais uma carta do baralho, jogada na vala comum da política do estado. Queria eu que o PT no Estado pudesse ir além disso, sigo com minha jornada e rogo a Oxalá que o companheiro Mário me faça engolir minhas próprias palavras. Que venham novos e deliciosos erros!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

ELEIÇÕES MUNICIPAIS.



Faltando menos de 30 dias para as eleições municipais desse ano a cidade ainda não acordou para a triste realidade que se vislumbra logo a frente. As pesquisas eleitorais recentes apontam para o segundo turno entre Duciomar e Valéria, ficando para trás Priante, Mário, Jordy e Marinor, deixando de lado as diferenças momentâneas e olhando mais próximo os blocos que agora tomam conta da agenda política. Duciomar e Valéria são “farinha” do mesmo saco, ou quem não lembra do apoio tucano a Dudu na eleição anterior, do outro lado a coligação que levou a atual governadora Ana Júlia ao poder, com o PMDB e PT, correndo por fora, mas servindo aos interesses de alguns poucos Jordy, transvertido de esquerda, lobo em pele de cordeiro, sem falar na menina de recado do ex-prefeito Edmilson que nem de longe consegue polarizar o processo eleitoral.
Esse quadro mostra um futuro sombrio para a cidade de Belém, se confirmada as projeções das pesquisas de opinião, e olha que nem se quer entrar no mérito de sua validade, o que está em jogo são projetos políticos. O de Dudu/Valéria é o mesmo que governou o Estado por 12 anos, e que a frente da prefeitura desmobilizou toda uma rede social construída em torna de políticas públicas voltadas a inclusão social e a construção da cidadania. Por outro lado, PMDB e PT, aliados a nível nacional e estadual, não conseguiram chegar a um ponto em comum, outro debate que já não se tem tempo para fazer! O grupo Liberal e os Tucanos estão ansiosos para o final desse primeiro turno, podendo emplacar os dois principais marionetes para o turno seguinte, dando um golpe na gestão de Ana Júlia e com isso ganhando espaço e fôlego para 2010.
A campanha de Priante tem se revelado boa suficiente para que ele tenha razão em uma coisa: ser candidato! O visual que ele montou na cidade nada fica a dever a qualquer outra campanha, e consolida o papel estratégico do PMDB em qualquer eleição na capital, inclusive com uma jogada de gênio quando da utilização do Presidente Lula em seu primeiro programa na TV. Rompendo o estigma que o partido de Jader não move corações e mentes por aqui. Seja qual for o seu resultado final seu recado já foi dado, e de carta fora do baralho Priante e seu patrono Jader tem papel destacado na divisão de poder no Estado, principalmente se confirmar os prognósticos da eleição em Ananindeua, mas isso é outra história.
No Partido dos Trabalhadores a frente de esquerda se recente da figura de um político do tamanho do ex-prefeito de Belém, o partido mesmo com o Governo Federal e Estadual nas mãos não consegue alavancar a campanha do Professor Mário. Poder-se-ia citar vários elementos, como a falta de estrutura, de pessoal, de lideranças, de dirigentes, da legislação draconiana, da empatia do candidato, da equipe de marketing (leia-se Vanguarda), enfim, todos esses elementos seriam pautas de um debate mais sério, mas sejamos francos alguém realmente já se perguntou por que não conseguimos repetir os resultados das eleições anteriores?
O que realmente mudou dos anos anteriores e a atual eleição foi a vontade da militância que enfraqueceu, estando cansada de ser tratada apenas como “campanheiros” no período eleitoral e depois, em várias oportunidades, são esquecidos e relegados a um nível inferior. Acentuando-se esse processo de desmoralização política dessa militância histórica, ficam apenas os “campanheiros” subsidiados para as campanhas. É o que resta-nos e temos que compreender que esses companheiros têm que ser convencidos no processo eleitoral, da necessidade e da força que o Partido tem nessas oportunidades.
De outro modo, a própria realidade do processo político mudou, somos governo e assim nossas feridas estão expostas a céu aberto, os carniceiros de plantão de todas as matizes, estão sempre de olho esperando qualquer deslize para saírem publicadas e televisionadas ao vivo. A espetacularização da ação política nos jogou na vala comum da política do Estado.
A própria ação política nossa na frente do governo fica aquém daquilo que se podia esperar de uma administração do PT, de um legitimo governo do povo, e os baixos índices de aprovação dele demonstra claramente isso.
A falta de recursos e na verdade a falta de uma decisão política sobre a campanha que as principais lideranças do partido não tomaram, “estamos sós, laçados em dois nós”, a disputa política embutida nas entrelinhas é algo que só teremos certeza ao fim das eleições.
Mas até lá como ficamos? Essa é a pergunta honesta que devemos nos fazer. Mesmo com toda essa caracterização tenho a convicção que o Partido dos Trabalhadores tem um enorme “capital político”, ou dito de uma maneira, mas inteligível, temos influência suficiente para chegarmos no 2º turno, porque nós somos um partido de militantes com influência de massa, temos claro nosso papel na disputa de hegemonia, pois essa é uma prática quotidiana de todos os militantes que constrõe esse partido desde seu início até os dias de hoje.
Logo, a corrida não está acabada, está apenas no começo e mesmo com toda essa conjuntura nós iremos sim para o 2º turno e conquistaremos, não como viúvas do Edmilson, mas como um Partido dirigente do processo político no Estado, nosso grito deve ser da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Palavras usadas nas portas do próprio comitê de campanha. Ou compreendemos que a dita “saudade” do governo do Povo é a necessidade de mais educação, saúde, transporte público, de lazer, esporte e segurança. E nenhum dos candidatos do bloco tucano estão realmente comprometidos com públicas voltadas para a construção de uma cidade cidadã.
Resta-nos construir sim uma onda vermelha que inunde essa cidade, mas isso só será possível se tivermos a decisão política de superar o trauma que o movimento social tem da prefeitura do Ed., e ir além, está mais que na hora de realmente fazer uma análise mais séria sobre o papel nefasto que o grupo político dele fez ao Partido e a Cidade, não temos que ter mais o compromisso de não falar a verdade, enquanto estivermos presos a isso não poderemos alçar vôos mais altos.
Vamos a vitória companheiros!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Dilacerado no AR!


Nosso objetivo geral é incomodar os acomodados, dito de outra maneira é criticar e ser criticado, sem meias palavras ou mesmo metáforas fora de hora. Nosso objetivo específico é termos a compreensão que o Blog discutirá com os setores ligados aos movimentos sociais e de esquerda que ainda se propõe a superar a relação arcaica de capitalismo em nossa região, bem como construir sínteses que permitam dialogar com os opostos, mas tendo como princípio o debate honesto sobre as mais diversas questões da atualidade. Missão difícil! Mas necessária.
Há de se incomodar aqueles que preferem o silêncio do que o grito!
Reivindicamos a tradição dos explorados contra os exploradores!
Conclamamos os rebeldes, os desajustados, os loucos, os inconformados, os revolucionários e todos aqueles que por ventura não estejam satisfeitos com a realidade com ela está!
Sejamos panfletários de um nova era, de uma nova utopia, de uma futura e atual realidade onde a indiferença seja produto apenas do amadurecimento humano e não banhado nos preconceitos segmentados em dogmas imbecis.
A metodologia aqui proposta é a simples contextualização da realidade a partir da ótica da transformação permanente, do olhar sofrido de um povo que insiste em continuar vivo, mesmo estando morto!
Não se deve esperar palavras amenas ou mesmo gentilezas, nossa delicadeza será pautada na defesa incondicional dos movimentos sociais e de suas lutas, a estes todo nosso respeito e admiração por estarem contra a maré e mesmo assim ficarem de pé.
A todos que ainda sonham com dias melhores, sintam-se em casa. Contudo, para aqueles que desejam a manutenção do status quo a guerra está declarada!
O blog Dilacerado está no ar...................................!