sexta-feira, 27 de junho de 2014

Nota ao povo de Soure

Recentemente, fomos surpreendidos por uma nota, que supostamente é de autoria do Bispo do Marajó, Dom José Luis Azcona, intitulada, PAZ PARA SOURE. Nela o bispo começa, “Esta decisão da Dr. Nadja desconhece perigosamente a profunda crise em que hoje se debate a sociedade sourense assim como o nível de tensão máxima com perigo iminente de um banho de sangue tanto da parte do povo como dos militares.”, ela reflete muito bem o que aconteceu no último dia 06 de junho, aqui em Soure, o problema não é a denuncia, mas sim a ameaça! Como pode um servo de Deus, ameaçar a decisão da Justiça Estadual com tamanha irresponsabilidade, afrontando todo o estado democrático de Direito?

Reunião que participei com o Bispo em Soure!
Fonte: Arquivo pessoal!


Calma, vamos mais ainda, ele prossegue, “Ele ameaçou a Comissão representante do Movimento Popular dizendo que também as família e residências dos membros da mesma poderiam ser queimadas e apedrejadas, assim como também a Igreja Católica. Estamos evidentemente diante do perigo publico numero um da sociedade sourense.”.

Essas duas afirmações nos bastam para escrever essa nota de repúdio, mas não podemos cometer injustiças, não cabe a mim membro da coordenação do Movimento Acorda Marajó esse tipo de atitude. Queremos saber do Bispo Prelado do Marajó, se essas são realmente suas palavras?

Se não o forem, pedimos e reiteramos a necessidade de se contrapor a elas, de forma urgente e breve!

Se o forem! Resolvemos tecer alguns comentários!

Em primeiro lugar eu, Marcelo Bastos, como membro da coordenação do Movimento Acorda Marajó, não reconheço no Bispo e nem o que ele chama de “movimento social” como legitimo para falar em nosso nome, fazemos parte clara e objetiva do movimento social na cidade e na região, somos parte de uma luta do povo sourense desde a nossa fundação, ainda como Movimento Vem pra Rua Soure, mas hoje como parte integrante do Movimento Acorda Marajó, que está organizado em Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, eu Marcelo Bastos, repudio publicamente por falar em nome dos movimentos sociais!

Em que fórum foi eleito para falar em nome dos movimentos sociais?

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde não representa a vontade popular em Soure, sequer representa todos os trabalhadores em Saúde no município, quantos filiados no sindicato têm no município de Soure?

Eu, como, um dos dirigentes do movimento Acorda Marajó, não falo em nome do povo Sourense, nem tenho essa pretensão, muito embora, gozamos de amplo respaldo e respeito desse mesmo povo.

Em várias oportunidades já obtivemos essa resposta do povo de Soure, chegamos em alguns momentos ter na prática essa relação consolidada, principalmente, quando em mobilizações pelos valores dos preços das passagens dos navios para a região fizemos o chamado para não que viajassem, e a resposta foi que em nenhum cidadão sourense partiu rumo ao Camará, em mais de uma oportunidade, diga-se de passagem, mas mesmo assim, não ousamos a falar em nome de todos!

Nosso método de luta é antecipado com organização, planejamento e participação ampla e aberta a todos!

Nesse exato momento que escrevo essa nota, saímos vitoriosos contra a ganância dos empresários, em plena compactuação com o Governo do Estado, reajustou em 18% os valores cobrados nas balsas, e eu como membro da coordenação do Movimento Acorda Marajó em Soure, me fiz presente em todas as etapas da luta, inclusive na negociação que deu fim a nossa manifestação no Camará, e hoje, recebemos o comunicado da Justiça do Estado, a mesma justiça que o Bispo acusa de “desconhecer perigosamente a profunda crise em que hoje se debate a sociedade sourense”, mas mesmo desconhecendo deu um parecer favorável a luta pela justiça social em nossa região!

Eu, como, membro da coordenação do Movimento Acorda Marajó não falo por todos, mas nossa luta atinge a todos invariavelmente, temos um modelo de organização que privilegia o debate, a democracia e a paz social.

Tanto que para realizamos a manifestação, mesmo com o tempo curto, resolvermos mandar ofício para todos os agentes de segurança pública do Estado que se fazem presente na região, e fizemos uma reunião em Soure, para discutir os detalhes e o processo de segurança para todos, e aproveitamos para agradecer a Policia Militar do Estado do Pará, a Superintendência dos Campos do Marajó e o Corpo de Bombeiros do Estado do Pará, por ter nos recebido e prestado todo auxilio para manutenção da ordem pública.

Nossa pergunta é?

Onde estava o Bispo e os “Movimentos Sociais”, por que eles não fizeram o mesmo? A resposta a isso é que eles preferiram construir tensão e dor, em vez de luta pacifica e organizada. Por que não vieram em auxílio em nossa luta no Camará, estão afinal a serviço de quem?

Eu, Marcelo Bastos, membro da coordenação do Movimento Acorda Marajó repudio atos de violência, como forma de garantir direito, repudio veementemente a violência praticada por ordens do Sindicato da Saúde, contra o patrimônio publico, contra o patrimônio privado e contra a vida de pessoas, inclusive mulheres e crianças.

O que ocorreu não foi um levante popular, mas sim uma vingança contra aqueles que ousaram a desafiar o status de quem mandava em Soure por décadas, o que foi atacado foi a inversão de prioridades e programas sociais que estão ai para provarem isso!

Não estamos aqui para defender o prefeito João Luiz Melo, muito menos condená-lo, existem meios legais para se fazer isso, mas o Bispo e o SindSaude não o fizeram, preferiram agir como justiceiros dos barões e da elite de Soure! Subservientes ao capital que coloca nossa cidade em pleno século XVIII!

As palavras do Bispo em tom ameaçador foram as mesmas que o Sindicato o fez na frente da prefeitura naquela tarde do dia, 06 de julho, das ameaças as vias de fato, seu ódio, sua raiva não estava direcionada aos buracos nas ruas da cidade, se assim o fossem eles teriam destruído também os órgãos do Governo do Estado, que senta em cima dos convênios firmados para se trazer asfalto para Soure, mas sequer o Governador foi citado, em uma clara ação difamatória e com motivações políticas.

O Sindicato da Saúde serviu bem ao seu senhor, não o Deus vivo que tanto prega o Sr. Bispo, mas o Sr. Simão Jatene!

Queremos crer que inocentemente o Sr. Bispo foi usado, assim como o povo de Soure, pois temos a convicção que o povo de Soure não concordou com as atrocidades e crimes praticados por esses senhores, de forma vil e premeditada, cabe agora a Policia Civil fazer seu trabalho e denunciar ao Ministério Público, e a Justiça faça seu trabalho.

Eu, Marcelo Bastos, como membro da Coordenação do Movimento Acorda Marajó, não concordo com a violência praticada, nem com os atos de terror, nosso método privilegia o debate e o bom senso, agimos dialogando com todos os setores sociais, sem impor nada a ninguém e sem fazer ameaças, elas veladas ou não!

Eu, Marcelo Bastos, como membro da coordenação do do Movimento Acorda Marajó clama o povo de Soure para não caírem mais nas mentiras do SindSaude, que não representa nem a categoria deles, não vamos aqui deixar brechas para a violência gratuita, e conclamamos nosso povo sourense para participar politicamente da vida do município se manifestando quando assim o for necessário, mas dentro dos princípios de nossa Constituição, que foi intitulada cidadã!


Soure, 26 de junho de 2014.

Marcelo Bastos
Membro da Coordenação do Movimento Acorda Marajó!

Segue anexo a suposta nota do Bispo!

Ajuda na divulgação: PAZ PARA SOURE
(Dom José Luis Azcona-Bispo do Marajó)

“É livre a manifestação do pensamento sendo vedado o anonimato” (Const. Bra. Art. 5, IV).
Com a sincera intenção de colaborar no inicio do processo de pacificação realista no convulsionado Município de Soure ofereço aos cidadãos paraenses estas reflexões.
A Presidente do Tribunal Supremo do Estado do Pará Dr. Luzia NadjaGuimarães está decidindo que o Sr. Macedo Presidente da Câmara Legislativa de Soure assuma a responsabilidade da Prefeitura.
Esta decisão da Dr. Nadja desconhece perigosamente a profunda crise em que hoje se debate a sociedade sourense assim como o nível de tensão máxima com perigo iminente de um banho de sangue tanto da parte do povo como dos militares.
O senhor Macedo não é idôneo para este serviço. Talvez seja a pessoa menos indicada para assumir como protagonista um processo necessário e urgente de pacificação e dialogo no município. A senhora Presidente desconhece que o dia 07 pela tarde deste mês o senhor Macedo na Prefeitura ameaçou com atacar com todas as consequências os que ousassem agredir sua residência. O mesmo repetiu no dia 09 na sessão extraordinária na Câmara Legislativa estando presente a Comissão enviada em caráter de urgência pelo Governador. Ele ameaçou a Comissão representante do Movimento Popular dizendo que também as família e residências dos membros da mesma poderiam ser queimadas e apedrejadas, assim como também a Igreja Católica. Estamos evidentemente diante do perigo publico numero um da sociedade sourense.
É possível que a Senhora Presidente ignore como no dia 09 pela tarde no edifício da Assembleia Legislativa o Sr. Macedo levantou calunias graves acusando publicamente ao Bispo do Marajó, aos Padres da Paróquia e a Igreja Catolica de serem os responsáveis pela gravíssima crise em que está mergulhado o municio de Soure. A Constituição Brasileira é lapidar quando afirma: “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente da sua violação” ( Art. 5, X).
A multidão, talvez de três mil pessoas que segundo o Senhor Macedo o coagiram a renunciar ao seu direito, o espera em Soure, talvez multiplicada por cinco que possivelmente o seguirá coagindo pacificamente ou com violência. E não será a Igreja com certeza quem estimulará esta possível violência. Não podemos fechar os olhos!.
Dª Luzia Nadja! O momento é grave. Está em jogo a sobrevivência de Soure. É questão de vida ou de morte. O povo de Soure, todo Marajó, o Pará todo aguardam sua decisão.
Como cidadão, como Bispo deste amado e sofrido povo de Soure levanto os braços para o alto e dobro os joelhos diante de Cristo pedindo ardentemente a Deus Paz! Paz, Excelentíssima Senhora, paz realista, legal e urgente!
E Tú, Senhor, dá-nos a paz!
Soure 25 de Junho de 2014
Dom José Luis Azcona
Bispo do Marajó

https://www.facebook.com/gisele.abdon.7

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Comarca de Salvaterra decide a favor do Movimento Acorda Marajó

Segue o teor do processo!




Marcelo, segue teor da decisão em anexo (disponível no Diário de Justiça do Estado do Pará, dia 26 de junho de 2014):

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PROCESSO: 00020211520148140091 Ação: Ação Civil Pública em: 25/06/2014 REQUERENTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARA REQUERENTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARA REQUERIDO:AGENCIA DE REGULACAO E CONTROLE DE SERVICOS PUBLICOS DO ESTA REQUERIDO:HENVIL NAVEGACAO LTDA. Ação Civil Pública Requerentes: Ministério Público do Estado do Pará e Defensoria Pública do Estado do Pará. Requeridos: HENVIL Navegação LTDA e ARCON. Vistos, etc. Tratam-se os presentes autos de ação civil pública movida pela Defensoria Pública e Ministério público ambos do Estado contra a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará e HENVIL Navegação LTDA, com pedido liminar de tutela antecipada, pelas razões de fato e de direito a seguir narradas. Afirmam os impetrantes que o aumento de passagem do transporte hidroviário ocorridos nos últimos dias vem causando transtornos e danos irreversíveis à população da região, na medida em que onera sobremaneira a economia dos municípios que dependem do transporte público prestado pela 2ª requerida, assim como no abastecimento das cidades, em vista de que o abastecimento ocorre por meio decaminhões que são transportados pela balsa. Que Cerca de 80% do abastecimento dos municípios de Salvaterra, Soure e Cacheira do Arari é feito por caminhões que são transportados pela HANVIL de Icoaraci até o porto de Camará. Segue afirmando que o aumento da tarifa de transporte hidroviário é desproporcional e abusivo, uma vez que a ARCON concedeu em março/2013 aumento de 19,06% e agora em junho/2014 concedeu novo aumento, totalizando o aumento da tarifa em 20%, enquanto que no mesmo período a inflação foi de 7%. Que inconformados com o aumento da tarifa de transportes hidroviário das balsas, em 22/06/2014 diversos usuários em protesto fecharam os portões de acesso à rampa de atração e saída das balsas, impedindo desde então que balsas atraquem no porto de Camará. Fato que estaria prejudicando o abastecimento de produtos das cidades atingidas pelo bloqueio do porto, inclusive quanto ao abastecimento de combustível que sustenta o fornecimento de energia elétrica. Pugna ao final pela concessão de tutela antecipada de suspensão do aumento de tarifa do transporte hidroviário das linhas Icoaraci-Camará e Camará-Icoaraci e ao final pela procedência da ação. A inicial veio instruída com documentos de fls. 14/20. Era o que importava relatar. Decido. As partes são legitimas em razão de que a Constituição Federal em vigor estabeleceu dentre as atribuições do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado, a tutela dos direitos e interesses difusos e coletivos do consumidor. Passo a analise do pedido liminar. Em Ação Civil Pública, a concessão de liminar encontra respaldo no art. 12 da Lei Federal nº 7.347/1985. Assim, sempre que houver risco de lesão grave à saúde ou a meio ambiente, bem como para proteger direitos difusos dos consumidores, um juiz pode conceder a medida de urgência. Sobre o tema, José dos Santos Carvalho Filho, em sua obra ¿Manual de Direito Administrativo¿, p. 108/109, assim doutrina: ¿A lei admite dois tipos de tutela dos interesses coletivos e difusos: a tutela repressiva e a tutela preventiva. A primeira ocorre quando o agente já consumou a conduta ofensiva aos citados interesses. Nesse caso, a ação terá a finalidade de obter providência judicial que imponha ao agente que não mais conduza dessa forma e que, se for o caso, seja obrigado a reparar o dano causado¿. (Grifos meus). O mencionado dispositivo legal deve ser utilizado em consonância com o art. 273 do CPC que estabelece: ¿Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e: I ¿ haja fundado receio de dano irreparável e de difícil reparação; ou¿ Pois bem, compulsando-se os autos e por tudo que se ouve e se vê na cidade de Salvaterra e por meio da imprensa televisiva, entendo que estão presentes os requisitos autorizadores da tutela antecipada pretendida pelos impetrantes. Presente a verossimilhança dos fatos afirmados na exordial quanto à abusividade e desproporcionalidade do aumento da tarifa do transporte de balsa, posto que são fortes os indícios de que o aumento de 20% foi muito além do que a inflação de 7% registrada pelos órgãos oficiais. Sendo que tal aumento, indiscutivelmente acarreta prejuízos irrecuperáveis à população dos municípios que necessitam do serviço de transporte público de balsa prestado pela 2ª requerida, uma vez que eleva o custo de vida de maneira geral nos três municípios, tendo em vista que o valor do transporte é repassado para o preço final dos gêneros alimentícios, produtos de higiene, de saúde e dos produtos básicos à existência da população local, inclusive da fatura de fornecimento de energia elétrica. Da mesma forma, resta demonstrado nos autos o fundado receio de dano irreparável e de difícil reparação, uma vez que sendo a população do Marajó, na sua grande maioria, formada por pessoas pobres, que são abastecidas pelo serviço das balsas, o último aumento (junho/2014) se continuar em vigor acarretará diminuição na qualidade de vida dessas pessoas, prejuízos à saúde pública e a própria dignidade humana, provavelmente, irrecuperáveis até a solução final da presente lide. Acrescente-se a isso o fato de que o porto de balsa do Camará encontra-se fechado por usuários do transporte hidroviário que insatisfeitos com o aumento. Oque vem provocando nas cidades séria crise no abastecimento de produtos alimentícios, de combustível, etc. Ressalto que a manifestação da população que inconformada com o aumento da tarifa impede o atraque de balsas no Porto do Camará, representa risco à segurança e paz públicas no seio da população marajoara, a qual muito já sofre com a carência de recursos, com a deficiência de serviços públicos e com a dificuldade de acesso exclusivo pelo rio. É notório por todos que vivem por aqui a falta nas prateleiras dos mercados, das drogarias e farmácias de produtos básicos à sobrevivência do consumidor de Salvaterra e de outros municípios que dependem do transporte das balsas. O que se continuar durante a instrução processual e até a solução final da lide, acarretará grave crise na saúde, na segurança e paz pública da região. Necessário repetir e frisar que a esmagadora maioria dos cidadãos que utilizam diariamente esse serviço público de transporte são pessoas de precários recursos eque dispõem exclusivamente desse meio de transporte hidroviário, seja para locomoção seja para suprir necessidades de sobrevivência básicas. E que desse modo acabam tendo comprometimento considerável da renda utilizada para manutenção de suas famílias. Portanto, partindo-se da premissa da abusividade e desproporcionalidade do aumento em questão, fica evidente a lesão grave e irreparável justificadora da tutela antecipada. Presentes, portanto, a verossimilhança das alegações e o fundado receio de dano irreparável e de difícil reparação, o deferimento da tutela antecipada requerida é medida que se impõe. Ante o exposto, com fulcro no art. 273 do CPC e do art. 12 da Lei 7.347/85, DEFIRO A TUTELA ANTECIPADA liminarmente para determinar a SUSPENSÃO DO AUMENTO TARIFÁRIO do serviço público de transporte hidroviário por balsas das linhas ICOARACI-CAMARÁ e CAMARÁ-ICOARACI realizado pela ré HENVIL Navegação LTDA, implementado em junho de 2014, RESTABELECENDO as tarifas cobradas anteriores a essa data até julgamento final do mérito da presente ACP. Em caso de descumprimento da determinação judicial, condeno as partes requeridas ao pagamento de multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), tendo em vista a proporção da atividade desenvolvida e o poder econômico das rés. Intimem-se desta decisão e citem-se as partes requeridas para oferecerem respostas, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato. Defiro o pedido de inversão do ônus da prova para que as rés apresentem aos autos provas da legitimidade dos aumentos praticados. Para cumprimento imediato desta decisão, intimem-se também, o Representante da HENVIL Navegações LTDA e da Arcon no Porto do Camará e na falta de Representantes, intimem-se os Comandantes das balsas e embarcações. Serve como mandado. Sem custas por imposição legal. Publique-se. Intime-se. Cumpra-se. Salvaterra, 25 de junho de 2014. ALDINEIA MARIA MARTINS BARROS JUIZA DE DIREITO Titular da Comarca de Vara única de Salvaterra

terça-feira, 24 de junho de 2014

Discurso do companheiro Marcelo Bastos na manifestação no Camará.

Discurso proferido no último sábado dia 21 de junho de 2014, nela o companheiro apresenta suas considerações sobre o movimento, sua organização, seus métodos de lutas, mas acima de tudo discute amplamente sobre quais os rumos que o movimento deve tomar, percebe-se que em sua falar, faz um profunda reflexão dos desafios que o movimento deverá enfrentar, e propõe alternativas para a vitoria do Movimento.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Vídeo do Companheiro Marcelo Bastos um dos coordenador es do Movimento




Com a chegada das balsas no sábado vindas de Icoaraci, pois o proprietário da Henvil Navegações, vendeu passagens mesmo estando avisado que o porto na Foz do Rio Camará estaria fechado, resolvermos liberar os passageiros e conversar com quem estava de carro, moto, caminhão, para explicar os motivos da paralisação e avisando que não seria liberada a volta, e quem quisesse retorna na mesma balsa seria bem melhor!

Só existirá vitória se unificarmos toda a região do Arari!

Desde o último sábado que o porto da Henfil Navegações está ocupado pelo Movimento Acorda Marajó, pela cooperativa de caminhoneiros e pela cooperativa de Vans e Micro-ônibus de Salvaterra, a principal reivindicação nossa é a redução imediata do aumento concedido pelo Governo do Estado do Pará de 18% para todos os veículos que pretendem fazer a rota Icoaraci-Camará-Icoaraci, não estamos dizendo que esse aumento é ilegal, não o é, mas é de uma imoralidade contra o povo do Marajó que não podemos mais suportar.


Diante do descaso do Governador Pulha Jatene. Não tivemos alternativa a não ser, ocupar o porto na Foz do Rio Camará, e a cada dia que passa mais e mais apoio têm sido dado aos manifestantes, vilas como a União, Maruacá, Joanes, Condeixa, e a própria vila do Camará, estão mobilizadas e pela proximidade estão com a gente no porto, dando todo o suporte que a manifestação precisa para se manter por tempo indeterminado.

Desde o primeiro momento o Movimento Acorda Marajó procurou o diálogo, no dia 16 de junho tentamos uma conversa com a Henfil, na sede a ARCON em Belém, mas infelizmente a empresa não mandou nenhum representante oficial, mas mesmo assim fomos recebidos pela presidência da ARCON e discutimos a pauta comum que temos a agência desde o ano passado.

Depois de 48 paralização já saíram três balsas de Belém e outras três viagens de volta, mesmo sendo avisado que o porto estaria fechado a Henfil vendeu passagens para que causassem transtornos para o passageiros e para o próprio movimento Acorda Marajó, mas todos foram contornados pacificamente, com relação as balsas, de sábado que saiam da foz do rio, todas foram sem veículos, apenas passageiros no sábado, e no domingo a Henfil mandou uma balsa direto para Soure, desrespeitando seu contrato de comodato com o Governo do Estado e ainda não foram sequer notificadas pela ARCON, que finge não ver nada, como se nada fosse da conta dela, essa mesma Balsa, no retorno a Belém, foi obrigada a parar novamente no Camará, para a subida de duas ambulâncias, uma de Soure e a outra de Salvaterra, nessa oportunidade, mais de 300 pessoas estavam sem transporte para Belém, e o Movimento Acorda Marajó tomou a iniciativa de propor a Henfil que levassem esses passageiros sem a cobrança de passagem, o que fato acorreu e a balsa seguiu viagem para Icoaraci.

Chegamos mesmo a propor para a Henfil e para o Governo do Estado que fosse suspenso o aumento por dez dias e que começassem imediatamente as negociações para que pudéssemos desocupar o porto e assim a vida no Marajó poderia voltar novamente a normalidade, mas até o presente momento não recebemos nenhuma resposta o que nós obriga a permanecer no porto do Camará por tempo ainda não determinado.

Mas a luta deve se expandida, com a mudança de ontem, onde a Henfil mandou uma de suas balsas direto para Soure, desembarcando e embarcando para Belém, a partir de hoje vamos ocupar também o porto de Soure, a coordenação do Movimento Acorda Marajó de Soure está nas ruas nesse momento divulgando e chamando o povo para as ruas para ocupar o porto da Balsa em Soure.

Do mesmo modo, que fizemos no Camará, somente a unidade entre a população de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari permitirá que a vitória possa ser alcançada e com isso daremos mais um passo em direção a dignidade e cidadania para o povo marajoara.


Do mesmo modo, o Movimento Acorda Marajó precisa estar na linha de frente hoje em Soure, para demonstrar que os movimentos sociais são pacíficos, organizados e de luta! Nosso método de luta deve ser contrapor aos lamentáveis acontecimentos do último dia 06, pelo bem do povo de Soure, não podemos ficar com medo de ir para as ruas, os fascistas não podem e definitivamente não vão nos deixar recolhidos.

Estaremos hoje, amanhã e sempre que for preciso par defender o direito ao povo de nossa região de se manifestar pacificamente, mas temos direitos de cidadão e com isso nosso direito de se manifestar pacificamente, e vamos usa-lo hoje em Soure.

Até a vitória bravos irmãos do Marajó!

Marcelo Bastos.

sábado, 21 de junho de 2014

Manifestação fecha o porto da Henvil no Camará!



Novamente nas Ruas

Hoje o Movimento Acorda Marajó está novamente as ruas, e com isso, toda a população do Marajó!

Depois do extorsivo aumento dos valores cobrados nas balsas, que fazem a rota entre Icoaraci/Camará/Icoaraci, que em média subiu 18%, o Movimento Acorda Marajó está novamente nas ruas, fechando o porto da Henvil na foz do Rio Camará, a zero hora deste sábado, e permaneceremos acampados até a pauta do Movimento seja atendida!

Não arredaremos o pé, e agora, com a mobilização da Cooperativa de Transporte de Cargas e das Vans, o movimento ganha cada dia mais força!

Até a vitória!







Atenção Marajó!


Carta Aberta à População do Marajó

Dia 20 de junho de 2014, o Movimento Acorda Marajó, no dia de hoje tem um grande desafio, novamente organizar o levante popular contra a injustiça, a ganância e a subserviência do Sr. Governador Simão Jatene, aos empresários do setor.

Pouco mais de duas semanas fomos surpreendidos do lado de cá, do Arquipélago do Marajó, com o repentino aumento das tarifas das Balsas para nossa região, que invariavelmente chegou a 18%, o que causa efeitos perversos e danosos para a já fragilizada economia das cidades que são abastecidas por essa rota vindo do continente.


Não há, repetimos, não há, justificativa para esses níveis de aumentos das tarifas, a população do Marajó, que já possui um dos piores IDH (Índice de Desenvolvimento Econômico) do país, e mesmos os indicadores sociais beiram ao caos. De que adianta as belezas naturais e o povo acolhedor, se o governante direto do Estado, o Sr. Simão Jatene, não consegue se sensibilizar com os estado de penúria que cerca todos os municípios do Marajó?

Diante dessa alarmante realidade, não resta alternativa a não ser a luta política, e nós, do Movimento Acorda Marajó, não nos omitiremos de nossas responsabilidades frente ao nosso povo, de nossas raízes e de nossas crenças.

Se a decisão do Governo do Estado em conceder esse aumento não for imediatamente suspensa, e com isso os valores cobrados nas Balsas que partem de Icoaraci não retroagirem exatamente aos valores anteriores, vamos ocupar o porto de embarque e desembarque que fica na Foz do Rio Camará.

Mal sabe esse senhor que com sua atitude de conceder esse perverso aumento nas tarifas, encarece o pão, o feijão, o arroz e todos os demais produtos da cesta básica, caminhando em sentido contrário à inclusão social, fazendo que o Marajó caminhe a passos largos para se transformar um verdadeiro bolsão de miséria humana.

Mal sabe esse senhor que sua permissão, que a população do Marajó será novamente espoliada, pilhada e roubada em seu direito básico: a vida com dignidade.
Não há outro caminho que não seja a da resistência, o da luta e da mobilização social!

O Movimento Acorda Marajó, que desde seu início se pautou pelo dialogo, pela organização e pelo pacifismo, agora assume a responsabilidade de defesa intransigente do seu povo!

Por isso decidimos fechar o porto da Balsa por tempo indeterminado, para que possamos sentar à mesa e negociar com o Governo do Estado e exigir:

1. Quebra do monopólio das Balsas;
2. Redução imediata das tarifas e dos preços cobrados nas Balas que fazem a rota Icoaraci-Camará-Icoaraci;
3. Redução das Alíquotas de ICMS para os veículos que transportam itens da Cesta Básica, combustíveis e materiais de construção;
4. Ajustes nos horários das saídas das balsas de Icoaraci, para que possa chegar ao Camará ao mesmo tempo, que os navios, evitando assim transtornos aos passageiros no transporte por Vans e Ônibus para seus municípios de origem;
5. Permanência da prioridade para veículos de cargas que são oriundos do Marajó;
6. Modernização e qualidade nos transportes de balsas e navios;
7. Proibição de vendas de bebidas alcoólicas nas balsas e navios;
8. Abertura das contas da Henfil e investigação de seu contrato pelo Ministério Público Federal;
9. Respeito ao Povo do Marajó.

Coordenação do Movimento Acorda Marajó

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Direto da Fala da Polis - Os Pitbulls atacam novamente

Reproduzo o texto da Fala da Polis, em que demarca campo contra os factoides que se utilizam de seus desesperos para pautar a mídia nacional, com isso o Blog dirigido pelo Sr. Diógenes Brandão, assume a vanguarda na luta contra esse tipo de "jornalismo" rasteiro e subordinado a uma escória política. 







Encarando a dura realidade dos dias atuais, onde sua versão já não é a única lida e assimilada como verdade pelos brasileiros, os pitbulls da Veja reagem de forma irracional, babam, rosnam e vociferam, mostrando mais uma vez a disposição de suas mentes doentias em querer transformar suas mentira em verdades e se antes seus alvos preferidos eram Lula, o Partido dos Trabalhadores e Dilma Rousseff, há dias que ele mira em Alberto Cantalice, quem me parece ter acertado em cheio, o coração da máquina de produzir escândalos e boatos que abastece os órgãos de imprensa e a internet de suas incitações ao ódio contra o PT.


Ao comparar o Partido que vem sendo eleito pelo povo brasileiro, de forma democrática por três eleições consecutivas ao Partido Nacional-Socialista Alemão - que implantou o nazi-fascismo que muitos de seus leitores e reprodutores tanto defendem - Reinaldo Azevedo dá demostrações do declínio e do desespero dos que esperavam que o PSDB ainda estivesse no poder, para de suas coberturas em SP determinar para onde o governo federal levaria suas naus.


Como não conseguem mais ditar suas ordens e nem orientar a economia, que hoje investe no Brasil e não no capital especulativo, os arautos da profecia do caos, não encontram outra saída que não seja pregar o apocalipse para que suas falanges que impregnam as redações dos grandes jornais, que por sua vez orientam radialistas e demais profissionais da imprensa, mantenham a regra de satanizar o PT para o povo brasileiro não o reelegê-lo de novo.


Pelo desespero revelado nas palavras do mentecapto, ele e sua horda não conseguirão seu intento e assim como tá tendo a copa que profetizaram que não haveria, amargaram outra derrota do povo nas urnas e terão que manter-se disparando devaneios maniqueístas nas páginas que ainda lhe dão espaço para seus latidos.

Quem diria!?

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dois pesos e duas medidas.

Os graves fatos acorridos em Soure no último dia 06 de junho, parece que estar apenas na memória de quem sofreu a violência na pele, de quem passou momentos de terror em suas casas e com suas famílias, até o presente momento ninguém ainda foi preso!





Faço essa contestação com enorme indignação, pois vejo a mesma Policia Civil de nosso estado do Pará, ter um peso e duas medidas para o que aconteceu em Soure e para os também lastimáveis fatos que ocorreu em Concordia do Pará.

Enquanto em Concórdia do Pará, que é governado por um prefeito do PSDB, a polícia prendeu em 24 horas os supostos suspeitos dos atentados contra prédios públicos, no último final de semana, os autores e mandantes do quebra-quebra praticado em Soure na casa do prefeito João Luiz, do PT, e de alguns vereadores, continuam livres e fazendo circular ameaças.

Qual a diferença entre um procedimento de investigação daqui e de Concordia, por que um foi a toque de caixa e o outro segue religiosamente todos os procedimentos, não faltando nenhuma vírgula, essa dúvida nos persegue e nós faz acreditar que em Soure búfalo pode voar!

Com a palavra a Policia Civil, através de seu Delegado geral!




A população de Soure não pode e não vai ficar a mercê dos facínoras, desse grupo de terroristas e bandidos, essa corja, têm que pagar na cadeia, todas as atrocidades que fizeram Soure sofrer! Vamos ficar de olho e esperar o desenrolar dos fatos, mas queremos a mesma celeridade das investigações que teve a mesma polícia em Concórdia do Pará, o povo de Soure merece respeito!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Prefeito de Soure contesta oposição e permanece no cargo



O prefeito municipal João Luiz Oliveira Sousa Melo não foi afastado do cargo. O que a Câmara Municipal aprovou, no último dia 09, foi o Decreto Legislativo nº 01/2014 instituindo uma comissão processante para apurar supostas denúncias de “infrações político-administrativo” apresentadas por um grupo de cinco pessoas contra a administração municipal.
 
A alegada justificativa de que o prefeito não teria prestado contas de sua gestão é absolutamente falsa. O balanço geral de 2013 da prefeitura deu entrada no prazo legal conforme o protocolo nº 2011058831, do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM-PA, de 31 de março deste ano, bem como todos os quadrimestres daquele ano. Também o balancete com primeiro quadrimestre de 2014 já foi protocolado no TCM no dia 02/06/14 sob o nº 201409257.

Os organizadores da trama que promoveu atos de terrorismo na cidade de Soure, apedrejando e atirando bombas caseiras nas casas do prefeito e vários vereadores, no último dia 6 de junho, continuam tentando manipular e passar para a opinião pública informações totalmente inverídicas a respeito dos fatos.

Talvez porque contaram com a assessoria direta de uma autoridade pública, que se deslocou de Belém e extrapolou a sua competência constitucional, os organizadores do clima de tumulto já dão como favas contadas o desfecho jurídico do caminho que foram “aconselhados” a adotar. A Câmara Municipal já enviou para o juiz de direito da Comarca a cópia do Decreto Legislativo e os documentos de licença antecipada de todos os vereadores e da vice-prefeita Vanuza de Souza Zagalo. Todas essas providências foram articuladas já contando como certo que o juiz iria pedir a intervenção no município, pedido que uma vez consumado, ainda depende de decisão do governador do Estado.

O que os organizadores da trama não dizem é que a Secretaria de Segurança Pública do Estado está apurando detidamente todos os atos de vandalismo praticado contra autoridades constituídas, com ameaças à integridade física do prefeito e de vereadores. E que os policiais já estão de posse de vídeos e áudios que revelam o descontrole e o desejo de intimidar e golpear o Estado de Direito. Pessoas e empresários locais que financiaram os autores da destruição e ameaça à casa e à vida do prefeito já são do conhecimento das autoridades policiais. Sabem também aquelas autoridade que estranhamente a fúria dos terroristas só poupou a casa da vice-prefeita e de um vereador, irmão dela, no dia 6 de junho.

O prefeito João Luiz Melo confia na Justiça e em respeito aos 62% de votos dos eleitores de Soure, que o reconduziram ao mandato de gestor do município, em 2012, continuará trabalhando em benefício da maioria da população, que conta com seis profissionais do programa “MAIS MÉDICOS”; com investimentos em educação, que garantiu o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos professores; com novas creches; novos postos de saúde; reforma do Hospital Menino Deus, com casas populares e uma série de outros serviços e ações, nas áreas da cultura e cidadania que só a cegueira política de seus adversários teima em não vê. E que desejam afastar alguém que chegou ao poder pelo voto popular através de golpe político e do terrorismo.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Soure, publicada hoje (dia 16) no caderno Poder de O Liberal!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Carta

Hoje foi um dia calmo em Soure, sobrou tempo para pensar um pouco na minha vida, essas últimas duas semanas foram tensas para mim e para o povo de Soure, mas estamos vivos, cansados, mas vivo, por certo fragilizados, mas ao mesmo tempo pronto para o combate, me ausentarei do fronte de batalha, vou para algumas reuniões em Belém no domingo e na segunda, mas terça estarei de volta ao meu refúgio que é Soure, mas meu amigos e amigas, companheiros e companheiras, não temam, a luta anti-fascista continua até a vitória, estaremos novamente nas ruas, de onde nunca deveríamos ter saído, e o Governador Pulha vai ter o troco que merece, não perdem por esperar.



Já tive minhas baixas pessoais nessa luta, estou triste com isso, e foi um momento super delicado, onde eu mais precisava de apoio, mas não tive tempo de ficar abatido, mesmo com o coração partido prossigo na luta, pois é essa minha sina, mas mesmo assim, quero agradecer todo apoio, toda a palavra de carinho e força que tenho recebido, hoje descobrir que tenho amigos e amigas, companheiros e companheiras, isso me deixa sempre um pouco mais forte, apesar do cansaço, já não sou mais um moleque do movimento secundarista, muito embora ainda tenha a mesma paixão pelo que faço.

A minha família, a minha mãe que está em Belém sempre com o coração na mão, a Daniella Bastos, a Andréa Da Silva Bastos, ao Willams Bastos, meus irmãos, sei que mesmo distante sempre acreditaram em mim, mesmo não concordando comigo.

Amanhã chego a Belém, mas fica em Soure todos os meus melhores pensamentos, que essa crise política vai permitir a construção de novos laços e de uma nova direção, não sei bem ainda o meu papel, mas saibam, que seja qual ele for, darei o melhor de mim, pois eu sou exatamente isso, um ser humano, completamente frágil, movimento pelo amor, que sofre, chora e lamenta cada tragédia humana, que se importa com tudo e com todos o tempo todo, se um dia, eu puder escolher o que colocar em minha lápide, coloquem apenas uma coisa, que eu tentei conquistar o mundo, todo dia, me doando a cada instante, que fui sincero no meu lutar, e que me mantive fiel aos meus princípios.

Vou continuar sendo marxista! 
Vou continuar sendo Remista!

Sigo para Belém para as reuniões, mas quando voltar, não será o melhor do Marcelo que eles vão ter, e dessa vez, somente dessa vez, não serei prudente, lembro de um dia, quando sair de casa, depois de ter voltado do colégio, onde uma estudante tinha sido atropelada e morta em frente a escola, eu falei para minha mãe que o Lauro Sodré seria o palco da 3º guerra mundial, obviamente que guardando a devidas proporções, mas lá no alto dos meus 14 anos tive essa sensação, e estou tendo ela de novo, quase não consigo conter as lágrimas, mas dessa vez, não vou perder o controle!

Boa noite!

Copa do Mundo: Dois lados da moeda!

Ontem foi a abertura e o jogo de estreia da copa do mundo de futebol, tenho em minhas memórias, a viva lembrança da seleção de 1982, que alguns dizem que foi a melhor de toda a história, mas que em um fatídico jogo contra a Itália, e um dia inspirado de Paolo Rossi, marcando três gols, enfim, nesse época morava em Brasília, na Asa Norte, na 312, bloco A que ficava de frente para o Eixão, lembro que todas as manhãs atravessava as várias pistas que compunham o complexo central de Brasília, que liga a Asas Norte e Sul ao Pilotis do avião, nesse período a Ditadura Militar ainda estava em alta, mesmo com o início das manifestações, lembro de ver várias vezes o carro presidencial levando o então Presidente, o General João Baptista de Oliveira Figueiredo, sua comitiva contava com batedores de motos e mais dois carros que o acompanhavam. Pontualmente ele passaria por lá até o fim de seu governo.






Brasília á época ainda era uma cidade pacata, apesar da Rockonha, que acabou revelando o Rock de Brasília para o mundo, de sua chatice, a juventude de Brasília reinventou sua inercia com sinergia e muito rock! Nesse período eu estudava na Escola Parque da 409, e na abertura da Copa da Espanha em 1982, participei da minha primeira passeata, dando a volta no quarteirão da escola, e indo até a escola parque.

A primeira passeata a gente nunca esquece!

Com o resultado de ontem o Brasil começa com o pé direito rumo a mais um título mundial de futebol, a seleção já deveria ser Oconcur e naturalmente apareceria apenas para apresentações em eventos, tal a qualidade, mas não podemos garantir a genialidade de geração para geração, e com os atuais recursos tecnológicos em área como a genética, química e fisiológica, podemos imaginar que esses detalhes em nosso DNA possam ser reproduzidos em escala industrial em pouco tempo.

Então por que cargas d’água, esse barulho todo por um evento como a copa do mundo, em 1992 tivemos a ECO, primeira conferência mundial sobre o meio ambiente organizada no Brasil, alguém lembra dos custos de realização dela? Mas alguns dirão que era um debate necessário, e eu sou obrigado a concordar, mas o futebol nesse país é quase uma religião onde os templos são os estádios, e os santos e pastores são os jogadores, afinal se Deus é brasileiro, logo o futebol é a encarnação de todo esplendor humano.

O debate central não está em realizar esse ou aquele eventos, e nem nos milhões de reais que foram ou serão gastos com esse tipo, só o desvio do Sr Nicolau, proporcionalmente representa muito mais que tudo isso, e o trensalão tucano, por que aqueles que vão para as ruas dizer que não vai ter copa não denunciam, por que eles fazem frente única com o PSDB e Democratas, essa é a razão, enquanto isso o verdadeiro debate fica em baixo do tapete.

E qual é esse debate? 

Os milhões que poderiam ser gastos na saúde e educação?

Também não, o debate é deveria ser a superação do capitalismo, e de suas mazelas, tudo o que ocorre tem uma única origem, que é a exploração do homem pelo homem, as disputas políticas, as crises econômicas, a miséria, a fome, as guerras e tudo o mais são produtos diretos do processo perverso de aniquilação econômica do capitalismo, orquestrada por banqueiros, bilionários e governos títeres.

Mas esse debate não acontece mais, estamos na superficialidade dos fatos, do que jeito que querem os donos da inteligência, em outros artigos, já tinha defendido a tese que a chegada da internet o bureau do capitalismo tinha arrancado um de seus braços que era a informação, pois querendo ou não todos tem acesso a elas, mas falta massa cinzenta para processa-las e transforma-las em conhecimento, e ainda falta senso crítico para processa-las em saber.

Esse foi o preço que a burguesia pagou pelo fim do Socialismo Real e da ex-URSS, mas seus principais teóricos, do chamado capital intelectual estavam a todo vapor produzindo saberes para serem dimensionados e avaliados pelos novos gestores do capital, um preço pequeno para ser pago, frente a estupidez humana em grande escala, para ser mais preciso em escala global!

Que tenha a copa, mas que tenha também saúde e educação, mas para isso temos que superar o modelo de desenvolvimento estabelecido pelos países ricos para o terceiro mundo, no qual o Brasil, país imperialista, precisa ficar na porta da cozinha sem acesso a sala de jantar onde os países ricos se regozijam em verdadeiros banquetes vendo a esquerda e o PT se digladiarem, e ambos esqueceram dos reais motivos de nossa existência e luta política.

Quando a mim, que estou em Soure, principal foco de luta contra o fascismo hoje no país, sigo a vida, mesmo sob ameaça e perseguição. Aqui a luta política revela-se uma verdadeira tormenta, mas mesmo assim, com a tranquilidade peculiar dos marxistas, que tem em suas mãos a principal ferramenta de análise, o materialismo histórico e dialético, os ânimos estão mais calmos, está na hora de contar os “corpos” e verificar o que sobrou, mas essas horas também são verdadeiras oportunidades para se estabelecer uma nova direção para os movimentos sociais, os setores mais progressistas devem unificar-se para lançar mão de um grande ofensiva contra os fascistas, é nisso que estamos trabalhando.

Enquanto isso, o prefeito João Luiz deve retornar a cidade, assume a gestão novamente e tocar de imediato todas as reformas que são necessárias nesse momento de crise, inclusive corta a própria carne se assim o for necessário, mas não sob a ameaça de fascistas, mas sim como decisão estratégica de sua própria gestão e consciência, quando a mim, ficarei em Soure o tempo que ele necessitar de meus préstimos e serviços. Enquanto isso ficarei torcendo para Lionel Messi e para a Argentina darem o espetáculo que tanto imaginamos e sonhamos nesse copa.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Agora é fogo contra fogo!


Para aquele reticentes e covardes, fica o meu único recado, não fugirei, não recuarei, nossa reação pode até parecer no momento demorada, mas o planejamento foi efetuado com todo sucesso, o princípio maior de todo comunista, e portanto sua missão primeira é a derrota do facínoras: os fascista aqui em Soure não estão mais escondidos, estão andando nas ruas, mostrando garras e dentes, mas por Marx, não ficaram muito tempo, vamos mandar eles para o lugar que eles nunca deveriam ter saído: a lata do lixo da história!

Não fomos nós que começamos, mas aqui afirmo seremos nós que terminaremos!

Agora é guerra! Vamos combater fogo com fogo!

Proletários de todo o mundo uni-vos (Manifesto Comunista!)

Sob forte coação Câmara de vereadores de Soure constrange o Estado Democrático de Direito

A Câmara Municipal de Soure aprovou o requerimento do vereador Walter do Cocada (PSB) que afasta por 90 dias o prefeito João Luiz de Soure, na votação tiveram 07 votos a favor do requerimento, 01 contra e outra abstenção!

Mas todos os discursos dos vereadores da CMS foram taxativos que o fizeram sob ameaça de suas vidas, de suas casas e de seus patrimônios!



Para entender melhor, esse afastamento temporário, que ainda precisa de uma decisão judicial da Comarca de Soure, na qual o prefeito terá o amplo direito ao contraditório e a defesa, contudo para entender o imbróglio é mais complicado.

Os dirigentes do SindSaúde fizeram um acorda com a mesa diretora da Câmara Legislativa e com a Vice-prefeita que é irmã do vereador que apresentou o requerimento, no qual eles se comprometem a não assumir a vagância do cargo, caso o Tribunal de Justiça aprove a solicitação de afastamento do Prefeito, nesse caso, a primeira a assumir seria a vice, logo depois o presidente da Câmara (no caso de impedimento a mesa diretora é quem indica o prefeito, em uma linha hierárquica) e por fim o Juiz da Comarca.

O acorda versa também, sobre a renúncia de todos os que estão na linha sucessória, algo que poderíamos descrever como um surto de esquizofrenia por partes do SindSaude, loucos? Pouco provável, o que mais parece é que existe um teoria conspirativa, para que o Governador Pulha Jatene, indique o sucessor.

E assim terminou mais um dia em Soure, os fascistas, sob a égide do terror, e da ameaça, pública e notória, aos parlamentares, e agora com a ajuda de um advogado de respeito, no caso especifico estamos falando do procurador de Justiça Nelson Medrado, que orientou o SindSaúde na formulação do pedido de afastamento do Prefeito! O mesmo procurador que em uma reunião na Assembleia Legislativa do Estado, para discutir os preços e a qualidade dos transportes para o Marajó afirmava que a negociação seria o melhor caminho e não a judicialização do processo.

Enfim, mas mesmo sob esses fortes ataques, o Prefeito continua no cargo até a decisão de seu afastamento temporário, enquanto isso a gestão continua com seus afazes diários e com as tarefas em dia, como por exemplo, o pagamento da folha do mês de maio.

Enquanto isso ainda se está esperando o dinheiro que o Governo do Estado prometeu para o recapeamento asfáltico de Soure, que mesmo as vésperas da eleição, e com uma forte rejeição política na região, o Pulha do Jatene (agora ele merece ser chamado de Pulha com “p” maiúsculo) não toma essas medidas, queria ver o Sindsaude depredar o Palácio dos Despachos, ameaçar os Deputados Estaduais e jogar pedra na residência do Governador Pulha (não vou mais escrever Jatene!), coragem e capacidade intelectual certamente eles não tem para isso, por isso preferiram contratar gangues para fazer isso, uma característica das suas ações factoides.

Enquanto isso o povo de Soure assiste com certa tristeza os acontecimentos e reza todo dia para que a paz e a tranquilidade volte, na véspera do jogo da seleção brasileira, o povo sourense se prepara para uma reação democrática!

Nota do PT Pará sobre os fatos em Soure (PA)

NOTA SOBRE OS RECENTES ATOS DE VIOLÊNCIA EM SOURE



1. Depredações ao patrimônio público, quebradeira de casas de vereadores e vereadoras, intimidação, coação, terrorismo e desinformação, é com esse clima de sobressalto e angústia que tem vivido a população, o prefeito João Luiz Melo (PT) e vereadores de Soure desde 7 de junho, quando baderneiros quebraram várias casas, na tentativa de forçar a prefeito a renunciar.


2. A motivação principal seria que Soure está cheia de buracos, com as ruas bem castigadas pelo forte inverno. O asfalto, aprovado pela Assembleia Legislativa do Pará e prometido pelo governador Jatene, não chegou até hoje a Soure.

3. Reunida ontem, a Câmara Municipal de Soure recebeu denuncia e hoje decidiu abrir CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito contra o prefeito, sob alegação de descumprimento administrativo de prestações de contas. Essas prestações de contas foram feitas ao TCM – Tribunal de Contas do Município, o que a CPI demonstrará facilmente. Cabendo aqui ressaltar que grande parte dos vereadores do município receberam ameaças violentas contra si e suas famílias, exigindo dos mesmos que aprovassem de qualquer forma a CPI contra o prefeito.

4. Há uma motivação política muito clara da oposição ao prefeito João Luiz Melo, em tirá-lo do cargo ao qual foi eleito com 62% dos votos do povo de Soure. E que antes de ser prefeito, foi vereador, eleito e agora reeleito prefeito com 62% dos votos. Um homem trabalhador e que o povo de Soure conhece a história de vida, a conduta e por isso o reelegeu.

5. Como faltam argumentos políticos à oposição, ela utiliza o argumento da força, da intimidação e da implantação do terror para que os interesses contrariados dos poderosos de Soure possam avançar sobre o mandato do prefeito João Luiz.

6. A essa oposição juntam-se setores da imprensa, desinformando a população ao dizer que o prefeito foi afastado do cargo. Sem dar o direito de ouvir o prefeito e sem comentar uma vez sequer que o asfalto prometido pelo governador e destinado a Soure, jamais chegou ao município.

7. Como o ato de vandalismo e intimidações chegou a quase barbárie, o prefeito procurou lideranças do PT e o governador, cobrando segurança pública ao povo de Soure e ao estado democrático de direito. E que a Polícia Militar assegure a proteção ao povo e não permaneça criminosamente omissa, enquanto o vandalismo aterroriza as famílias e tenta acuar a democracia.

8. Não temos receio da verdade. Que a CPI investigue tudo e de forma transparente, às claras. Que confirme com o TCM que nossas contas estão todas prestadas e repasse essa informação ao povo, assim como o faremos, assim que a paz for restabelecida. Não há temor quanto a isso. Mas sem quebra-quebra e sem violências contra as famílias, sem atentados contra a paz.

9. Que se respeite a voz das urnas e o amplo direito de defesa ao prefeito e a qualquer pessoa. É o que defendemos sempre, pois da democracia, do diálogo e da justiça social não abrimos mão!

10. Por fim, nos solidarizamos ao prefeito João Luiz, repudiamos quaisquer agressões e violências e chamamos a atenção da sociedade paraense para a responsabilidade que o do governo do Pará tem com a manutenção da segurança da população de Soure e com respeito ao estado democrático de direito!

Executiva Estadual do PT Pará

terça-feira, 10 de junho de 2014

Resposta ao Blog da Francinete Florenzano: um vídeo fala mais que mil palavras!

Segue abaixo o link do vídeo que acabamos de postar, onde de forma irresponsável o SindSaude de Soure deixou vazar pela imprensa que o Sr. Ricardo Corrêa teria acredito o Bispo do Marajó, mentira deslavada e que tem o único objetivo de promover o caos e a desordem em nossa cidade.



Esperemos a retratação pública de todos os veículos de comunicação, blogs e redes sociais que possam aprender a consultar a verdade dos fatos de suas fontes, checa-las e por fim esperamos sua retração!

Viva a liberdade de livre expressão!

Percepções de um desastre!

Hoje presenciei uma quadrilha aqui em Soure, até aqui tudo normal, pois é mês de junho, e esse tipo de expressão folclórica é comum nesse período, o problema que não foi esse tipo de quadrilha.

Foi uma de taxonomia fascista!

De maneira irresponsável o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde incentivou um bando de nazistas, a construírem um movimento revanchista contras as conquistas do Governo João Luiz, eles não admitem que o PT possa estar na prefeitura, que sempre foi governado por famílias tradicionais.

Soure têm graves problemas, mas sempre tiveram, hoje é o asfalto, ontem foi as escolas, amanhã sabe deus o que será, o cerne do problema não tem sido discutido, o processo de desenvolvimento tardio no capitalismo na região, ou seja, o desenvolvimento no Marajó!

Todos os problemas estão relacionados a esse processo tardio de desenvolvimento econômico, os fascistas de plantão nem sequer pensam no processo econômico, e como isso pode mudar a realidade de Soure e do próprio Marajó!

Um exemplo disso é a luta pela tarifa dos navios que fazem esse percurso entre Belém-Camará-Belém, que ainda hoje se mantém R$ 20,00 reais acordados em julho do ano passado, mas veio através de muita luta na coordenação do Movimento Acorda Marajó, e nos próximos dias vamos começar a lutar para baixar os valores cobrados na travessia de Balsa, pois recentemente teve um aumento de quase 18%, o que vai ser repassado para as mercadorias que nós moradores do Marajó pagamos em nosso dia-a-dia.

A partir do momento que compreendermos que o arquipélago tem que cobrar sua histórica dívida social com o restante do Pará e do Brasil é que poderemos discutir com mais seriedade seu processo de desenvolvimento local, até lá, todas as medidas serão ate certo ponto paliativas, enquanto não resolvermos os graves problemas de transportes e de logística para cá, seremos reféns de grupos que exploram essas mazelas, como os empresários do setor de transportes, os setores de fiscalizam esses mesmos transportes, enfim, de empresários e comerciantes locais que são obrigados a repassar os valores de logísticas para o produto final, e se aproveitam disso para ampliar sem limites suas taxas de lucros.

Logo, o preço do feijão, do arroz, do leito em pó, dos produtos industrializados, da gasolina, e dos serviços assumem preços alarmantes em nossa região, e o povo sofrido do Marajó é duplamente explorado por esse gargalo ao seu desenvolvimento.

As condições materiais na região são maduras há milhares de anos, nunca houve por aqui um “boom” de desenvolvimento, mesmo no ciclo da borracha os barões criavam, como ainda criam, seu rebanho jogado aos campos, em uma espécie de criação espontânea, muito comum na região.

O Turismo que poderia ser uma alternativa de geração de emprego e renda também está completamente limitado ao transporte para região que é de péssima qualidade, o recente Terminal Hidroviário inaugurado pelo PULHA do governado Jatene, nem de longe representa o sacrifício que essa população dos lados marajoaras faz para chegar a Belém, terminal novo e navios com mais de 80 anos, terminal novo e o porto do Camará jogado as baratas.

Recentemente o Governo do Estado lançou um edital para barcos rápidos, proposta pelo Movimento Acorda Marajó desde as manifestações de julho do ano passado, com números de protocolos de nossa pauta de reivindicações apresentadas a ARCON, esse sério um primeiro passo, mas sem a tarifa social esse tipo de transporte para a população pobre de Soure o tornaria inviável, uma espécie de segregação econômica, quem tem dinheiro não precisaria ir ao porto do Camará, embarcaria direto de Soure para Belém.

Essa mesma elite é que está por trás das manifestações que acompanhamos, meia dúzia de família de Soure que sempre controlaram as decisões do município, enfim, contra esses fascistas que estamos lutando, fazem política ainda nos tempos dos coronéis,  e que se viram de uma hora para outra afastados do poder administrativo que a Prefeitura têm!

Apenas utilizam da ingenuidade do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, e de alguns oportunistas ligados ao Governo do Estado, sendo mesmo assessores, com cargos e contatados.

Na sexta-feira com toda a hostilização que sofremos, sejamos nós ou não da prefeitura, do PT ou de qualquer setor progressista de Soure, temos que compreender que o aparato repressivo do governo do Estado é direcionado pelo próprio comando em chefe, ou seja, do governador, que pese a própria consciência dos seus comandantes eles sempre respeitaram as decisões do Governo do Estado!



Ao PT cabe avaliar profundamente o que está acontecendo, mas não podemos esperar apenas que o setor jurídico possa resolver todos os problemas, não há uma crise institucional, e sim uma crise política e tem que ser resolvido dentro das ações políticas.

Temos que ganhar as ruas, construindo um contra-ponto a violência, pela paz e pela defesa da democracia e contra os fascistas!

Enquanto não fomos para as ruas, como o próprio Movimento Acorda Marajó nos ensinou que é possível ter conquistas com as lutas de rua, mas sem violência e com negociação, é assim que queremos construir uma nova correlação de forças no município, não há outro caminho e a cada segundo que vacilamos, perdemos espaço dentro da sociedade sourense.


Vamos as ruas, vamos para a luta!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Breve análise do processo político em Soure!

Os últimos acontecimentos demonstram claramente a fragilidade do sistema capitalista e de seu pobre aparato democrático, as instituições formadas a partir da Constituinte de 1988 tem uma frágil relação de controle, baseada na relação harmônica de poderes, com base em Montesqueiu, construindo uma deformação que torna não administrável toda e qualquer crise, não se sabe até que ponto os constituintes da última Carta, embebidos da recente democracia, conseguiram compreender seus novos deveres, mas a partir dessa constatação, o próprio sistema foi testado já algumas vezes, com certo sucesso, vide o próprio impedimento do presente Fernando Collor de Melo, e de lá para cá para o bem ou para o mal as ditas instituições democráticas tiveram seus altos e baixos.



Em Soure esse processo se mostra evidente com as recentes manifestações, que por seu cunho fascista, tente a ser classificada mais como um golpe do que uma legitima manifestação de insatisfação, não que essa insatisfação não exista, ela existe, mas suas características são deveras preocupante.

Primeiro porque não se encontra em seus discursos elementos progressistas, que visam a ruptura da democracia para superação do sistema de exploração do homem pelo homem, mas simplesmente a substituição de uma única peça do complexo sistema de sustentação do regime: a renúncia do prefeito!

Sob o ponto de vista jurídico, não cabe hoje nenhuma ação dos manifestantes que possa embutir em seus discursos esses elementos, revertendo toda a ordem jurídica imposta, os mais legalistas dirão que esse absurdo jurídico é mais proveniente do desconhecimento dos diversos processos jurídicos no âmbito do devido processo legal.

Não há na realidade um único processo aberto contra o prefeito João Luiz, na procuradoria do Estado, no Tribunal de Justiça do Estado e muito menos hoje na Câmara Municipal de Soure, e qualquer movimentação nesse sentido deverá respeitar a Constituinte, que prevê em seu Art, 5º, em seu paragrafo “LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;”, logo qualquer processo deverá permitir ao prefeito João Luiz esse direito, não cabendo jurisprudência anterior que permita o rito sumário de cassação imediata, aliais, a única forma do prefeito deixar de ser prefeito hoje seria sua renúncia, mas que fica a seu único critério, de foro pessoal e de sua consciência única e exclusivamente!

Mas tenho convicção que não será o apedrejamento, as calúnias e a intimidação que farão João Luiz Melo mudar de ideia, pelo contrário isso só reforça sua convicção para que suas ações e trabalho estão no caminho certo, ou seja, incomodando os poderosos de plantão que não querem que o povo sofrido de Soure tenha seus espaços políticos respeitados, que não querem que esse mesmo povo tenha casa própria, que não querem que o povo sofrido de Soure tenha dignidade.

Se fosse realmente série essas manifestações deveriam também calibrar sua artilharia para o Palácio dos Despachos, onde o Governador Simão Jatene senta em cima dos repasses para o recapeamento asfáltico da cidade.

Obviamente que esse processo de disputa não se encerrará com qualquer acordo, os “manifestantes”, pelo sua natureza autoritária não ficará satisfeito com o andar natural dos fatos, pois eles não mais conseguiram reproduzir os feitos do último dia 06 de maio, pois o descontentamento da cidade também reprovou a violência gratuita, e paira hoje na cidade o sentimento que esse tipo de vandalismo não trás nenhum benefício para a cidade.

Por outro lado, a prefeitura de Soure precisa dar respostas mais rápidas ao anseios da sociedade sourense, e apostar em uma comunicação mais direta com esse mesmo povo, somente isso não será suficiente, mas é o passo inicial, o que resta a fazer é esgotar todas as possibilidade de debates, mesmo já tendo o “revoltosos” já partindo para violência.

Do mesmo modo, deve-se ampliar a mobilização em defesa da paz, da cidade e do legitimo ato de protestar com segurança.

Esse processo permitirá que as mudanças tão desejadas e necessárias para a cidade de Soure possa acontecer e com isso, podemos tirar alguns bons ensinamentos desses lamentáveis fatos, o que não pode acontecer é o recuo dos verdadeiros lutadores sociais e dos legítimos movimentos sociais de Soure que nunca participaram desse ação gangster.

O aperfeiçoamento desse processo deve envolver um profundo debate entre a sociedade sourense, os poderes instituídos, e a sociedade civil organizada, para que juntos possa, procurar saídas negociadas e assim construir uma nova relação entre a prefeitura e a própria sociedade sourense.

O fato é que os boatos provocados pelos golpistas devem ser rebatidos, entre eles o que diz que o prefeito João Luiz vai renunciar, essa indústria do boato gera muita confusão e desorientação.

Logo temos que unificar a luta jurídica, com a luta institucional, mas tudo isso será irrelevante se não pudermos trazer o verdadeiro povo sourense para o palco central dessa luta, ouvir suas queixas, providenciar o atendimento a suas reivindicações e por fim construir uma agenda positiva que permita a consolidação da nossa frágil democracia.

No mais temos que mobilizar todos e a todas que não concorda com os atos de vandalismo, gangster e truculento dos golpistas fascistas!

Temos uma semana de muita luta, mas que depende fundamentamental da nossas próprias pernas para assegurar a tranquilidade que nosso povo marajoara merece!


Marcelo Bastos